PS e CDU "cobiçam" Câmara de Évora

PS e CDU "cobiçam"

Com o "fim" da carreira política do autarca socialista de Évora, José Ernesto Oliveira, este antigo bastião comunista volta a ser uma "taça" cobiçada, embora, a um ano das autárquicas, ainda nenhum partido se tenha "apressado" a "jogar" o seu "trunfo".
Liderada durante 25 anos pelo histórico autarca comunista Abílio Fernandes, a Câmara de Évora foi conquistada em 2001, com maioria absoluta, por José Ernesto Oliveira (antigo militante, autarca e deputado do PCP, do qual se desvinculou em 1992), que foi reeleito nas eleições seguintes (2005 e 2009), mas com maioria relativa.
Em 2013, a disputa pelo emblemático município alentejano reacende-se entre socialistas e comunistas, com o PSD à espreita, mas todas as forças políticas "esperam, ainda, umas pelas outras" para revelarem a sua "cartada".
Contudo, os "nomes mais sonantes", já badalados, dos antigos ministros socialistas da Agricultura, Capoulas Santos e António Serrano, deverão ser "cartas fora do baralho".
A cumprir o seu terceiro e último mandato à frente da autarquia, devido à lei da limitação de mandatos, José Ernesto Oliveira, de 60 anos, já anunciou que vai abandonar a vida política activa, depois de se considerar um "político realizado", embora não se livre das criticas da oposição comunista e social-democrata, sobretudo devido à "grave situação financeira" em que deixa a Câmara.
No próximo ano, está em causa a escolha do seu sucessor como cabeça-de-lista socialista.
Os nomes inicialmente comentados na cidade, Capoulas Santos e António Serrano, deverão "estar fora de jogo".
Presidente da Assembleia Municipal de Évora, Capoulas Santos é eurodeputado e relator da reforma da Política Agrícola Comum (PAC), um dos mais importantes dossiers da actual legislatura, enquanto António Serrano, deputado eleito por Santarém, nunca escondeu o desejo de regressar à vida académica em Évora.
Com estes nomes provavelmente descartados para a batalha eleitoral e na ausência de surpresas, o PS poderá vir a apostar em José Bravo Nico, actual presidente da federação distrital, para tentar manter a Câmara e, eventualmente, atingir a maioria absoluta.
Professor no Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora, Bravo Nico, de 48 anos, foi deputado à Assembleia da República nas três anteriores legislaturas, entre Novembro de 2005 e Junho de 2011, e director regional de Educação do Alentejo, em 2005.
No entanto, a "guerra" autárquica vai mobilizar, também, de sobremaneira os comunistas, que "ainda não esqueceram" terem sido destronados em 2001.
O advogado Eduardo Luciano é o rosto da oposição CDU no executivo municipal, podendo voltar a encabeçar a lista da coligação e ficar com os problemas financeiros da Câmara "ao colo".
Contudo, nos meios políticos locais, também se avança a possibilidade de a CDU optar por candidatar o histórico autarca Carlos Pinto de Sá, que deixou a Câmara de Montemor-o-Novo nas mãos da vice-presidente, Hortênsia Menino, no final de Novembro, até porque já não se podia recandidatar.
Por vezes "fiel da balança" (um eleito em sete) no executivo municipal, o PSD parece estar em situação mais difícil na contenda.
Com o actual Governo PSD/CDS-PP, o vereador social-democrata António Costa Dieb asssumiu a presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo e, por isso, poderá não ter intenção de voltar a liderar a lista do partido, apesar de entre as suas hostes ser considerado uma "carta forte" devido aos "resultados positivos" que lhe são apontados em termos autárquicos e nas actuais funções na CCDR.
Num executivo municipal composto pelos três eleitos da gestão socialista, outros tantos da oposição CDU e um do PSD, a vitória em Outubro poderá tornar-se uma incógnita, mesmo depois de anunciados os "felizes contemplados" com a liderança das listas candidatas.

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Correio Alentejo

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