Pita Ameixa acusa PSD de querer “retirar” verbas comunitárias destinadas à obra de Alqueva

Pita Ameixa acusa PSD de querer “retirar” verbas comunitárias destinadas à obra de Alqueva

O PS acusa o PSD de querer "retirar" verbas comunitárias afectas ao Alqueva para o Baixo Vouga Lagunar, um "desígnio" que diz ter sido "escondido" de um projecto de resolução social-democrata aprovado "por unanimidade" no Parlamento.
"Há, de facto, o propósito do PSD de retirar verbas ao Alqueva para pôr noutra região", o Baixo Vouga Lagunar, disse o presidente da Federação do Baixo Alentejo do PS, Luís Pita Ameixa, numa conferência de imprensa em Beja realizada esta segunda-feira, 9, em Beja.
Segundo o também deputado do PS eleito por Beja, na semana passada, o Parlamento discutiu e aprovou, "por unanimidade", um projecto de resolução do PSD que recomenda ao Governo medidas de protecção ao Baixo Vouga Lagunar.
A resolução do PSD teve, "e bem, a fácil adesão de todos ao proclamar abstractamente" que "sejam consideradas verbas financeiras dos programas comunitários de apoio ao desenvolvimento rural do país necessárias à conclusão do Projecto de Aproveitamento Hidroagrícola do Baixo Vouga Lagunar", disse.
No entanto, frisou, "não se sabia" o "desígnio escondido por trás daquelas palavras aparentemente acertadas, mas abstractas", ou seja, a "intenção" do PSD de querer "retirar" verbas comunitárias afectas ao Alqueva para o Baixo Vouga Lagunar.
A "intenção" do PSD, lembrou, foi expressa pelo deputado social-democrata e membro da Comissão Parlamentar de Agricultura, Ulisses Pereira, em declarações à Agência Lusa um dia antes de o projecto de resolução ter sido discutido no Parlamento.
Ulisses Pereira defendeu que, face à conjuntura económica do país, há opções a tomar e prioridades a estabelecer e a conclusão do Projecto de Aproveitamento Hidroagrícola do Baixo Vouga Lagunar poderá ser financiada pela reafectação de verbas do projecto do Alqueva.
As afirmações "encaixam no ataque contra o financiamento do Alqueva, que tem vindo a ser desenvolvido pelo Governo PSD/CDS-PP" e "nunca teriam sido proferidas" por Ulisses Pereira "se não tivessem por trás o acolhimento do próprio Governo", acusou Pita Ameixa.
"Dá a ideia que [Ulisses Pereira] tem as costas quentes e que já há uma combinação com o Governo para a reafectação ser feita" e o Executivo PSD/CDS-PP está "confrontado" com a necessidade de "ser transparente e contar a verdade aos alentejanos", disse Pita Ameixa.
O Governo, nomeadamente o primeiro-ministro e a ministra da Agricultura, "devem tomar uma posição e dar uma resposta" às "graves declarações" de Ulisses Pereira, defendeu.
Entretanto, em nota de imprensa datada de 4 de Janeiro, Ulisses Pereira veio a público contrariar o sentido da notícia da Lusa, garantindo que o Baixo Vouga Lagunar "não deve ser defendido com verbas do Alqueva".
"Queria esclarecer que em circunstância alguma defendo que as obras de conclusão do dique de protecção do Baixo Vouga Lagunar devem ser feitas com o desvio de verbas afectas à conclusão do Alqueva", sublinha o eleito social-democrata, acrescentando: "Pelo contrário, penso que os valores em causa são uma ínfima parte daquilo que é necessário para a concretização do projecto do Alqueva, e em que nada o afectará".
Nesse sentido, Ulisses Pereira garante que tanto o texto do projecto de resolução como a sua intervenção no Plenário da Assembleia da República são claras "quanto à relevância da conclusão do empreendimento do Alqueva que tão importante é para Portugal".

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Correio Alentejo

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