PCP questiona Governo sobre poupanças nas obras do IP8 e IP2

PCP questiona Governo sobre

O PCP quer saber se a diferença entre as poupanças previstas no memorando e o acordo da subconcessão do Baixo Alentejo implicam alterações na qualidade ou perfil das obras.
Numa pergunta dirigida esta quinta-feira, 12, ao Ministério da Economia e enviada à Agência Lusa, os deputados do PCP João Ramos, João Oliveira e Bruno Dias lembram que a Estradas de Portugal (EP), aquando da assinatura do memorando de entendimento para a renegociação do acordo, tinha anunciado uma poupança de 338 milhões de euros na subconcessão.
No entanto, no passado dia 21 de Maio, a EP anunciou que chegou a acordo com a SPER – Sociedade Portuguesa para a Construção e Exploração Rodoviária, a concessionária da subconcessão do Baixo Alentejo, cujas obras estão interrompidas desde 2011, o qual prevê uma poupança de 944 milhões de euros.
Através da pergunta, os deputados do PCP querem saber "a que se deve, no fundamental, a diferença" de 666 milhões de euros, entre os valores da poupança previstos no memorando e no acordo, e se "esta alteração conduzirá a alterações na qualidade ou no perfil das construções", além do que já tinha sido anunciado.
Segundo a EP, o acordo vai permitir o reinício, em Julho, de algumas das obras da subconcessão do Baixo Alentejo, interrompidas desde 2011, como as de construção da A26 entre Sines e Relvas Verdes e entre o IC1 e Santa Margarida do Sado e da Estrada Regional 261-5 entre Sines e Santo André.
O acordo com a SPER vai permitir também o reinício, previsto para Julho, das obras de requalificação dos troços do IP2 entre São Manços e Castro Verde, que irão permanecer na subconcessão para "efeitos de conservação e manutenção."
Os deputados do PCP também querem saber para quando está prevista a conclusão das empreitadas, que deverão ser retomadas em Julho, e se o Governo garante que "estão criadas todas as condições para que as obras não voltem a ser suspensas".
Segundo os deputados comunistas, o acordo apresenta "aspectos diferentes dos que haviam sido acordados no memorando de entendimento" para a renegociação do acordo.
De acordo com o previsto no memorando, os troços do IP2 entre São Manços e Castro Verde, após a requalificação, iriam regressar para a jurisdição da EP, "ao contrário do previsto no acordo", que aponta para a permanência das vias na subconcessão, para "efeitos de conservação e manutenção", referem os deputados, que querem saber o que determinou esta alteração.
Os deputados do PCP também querem saber por que razão no acordo "não existe qualquer referência" à construção do lanço do IP2 entre Évora (Nó com a A6) e o Nó do Monte de Pinheiros.

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Correio Alentejo

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