PCP preocupado com cortes no hospital de Évora

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O deputado do PCP João Oliveira está preocupado quanto à eventual “redução de 10 milhões de euros” no orçamento para este ano do Hospital de Évora, o que provocará “constrangimentos”.
Depois de acompanhar a visita que a comissão parlamentar de Saúde efectuou terça-feira, 22, ao Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), o deputado comunista, eleito por Évora, referiu aos jornalistas levar, desta jornada, “preocupações em relação ao quadro de constrangimento orçamental” da unidade.
“Ficámos a saber que, em 2013, [o HESE] disporá de um orçamento com menos de cerca de 10 milhões de euros”, disse.
Segundo João Oliveira, trata-se de uma “proposta inicial de orçamento” que “está ainda a ser discutida com a Administração Regional de Saúde (ARS) e o Ministério da Saúde”, o que não invalida que seja “uma perspectiva preocupante”.
“Considerando aquilo que tem sido o trabalho feito pelo hospital, num quadro de redução dos meios ao seu dispor, obviamente que esta perspectiva de redução orçamental é muito significativa”, insistiu.
A concretizar-se, este corte de verbas significa menos “quase uma sétima parte do orçamento” do HESE, o que “causará constrangimentos muito complexos, continuou.
O deputado comunista defendeu ser necessário “preservar a capacidade instalada” de que o HESE já dispõe e apostar no investimento em Saúde numa região como o Alentejo, “com uma população particularmente carenciada e necessitada”.
“E, portanto, um corte orçamental dessa natureza tem consequências muito preocupantes para a prestação de cuidados de Saúde a todos os alentejanos”, acrescentou João Oliveira, lembrando que o HESE serve todo o Alentejo.
Questionado sobre este assunto, a presidente do conselho de administração do HESE, Maria Filomena Mendes explicou aos jornalistas que, neste momento, ainda está a ser negociado com a tutela o contrato-programa para este ano.
“Houve, efectivamente, uma grande redução em termos dos preços das nossas principais linhas de actividade, que penalizarão o hospital, mas, enfim, esta tem sido uma metodologia a que já nos vamos habituando porque o hospital está próximo da sustentabilidade”, afirmou.
Segundo a mesma responsável, o HESE “é sustentável do ponto de vista económico e financeiro, nos últimos anos, e o que tem vindo a acontecer” é que, por isso, é “penalizado em termos da redução de preços”.
“E isso obriga a novas negociações, que estamos, neste momento, [a fazer] com a ARS. Esperamos que o impacto seja o menor possível e que consigamos mitigar este impacto da diminuição de preços previsto para o Orçamento do Estado para 2013”, disse.

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Correio Alentejo

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