Odemira contra fecho da maternidade de Beja

Odemira contra fecho

A possibilidade dos bebés de Odemira terem de ir nascer em Évora, ou seja, a cerca de 200 quilómetros do concelho, é veementemente contestada pela autarquia local.
Em causa está a Portaria 82/ 2014, publicada pelo Governo em Diário da República no passado dia 10 de Abril e que estabelece um novo “ordenamento” das valências médicas nos hospitais portugueses.
No caso da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo, que integra o hospital de Beja, o maior impacto desta decisão do Ministério da Saúde é o desaparecimento da valência de obstetrícia e, consequentemente, da maternidade.
“Não vamos admitir isso e podem ter a certeza que estarei na primeira fila [de oposição à medida], porque a população não vai aceitar isso”, vinca ao “CA” o presidente da Câmara de Odemira, lembrando que no passado a continuidade da maternidade de Beja foi “assegurada” pelos partos de Odemira.
“Não se percebe por que motivo é que agora nos atiram para Évora”, questiona José Alberto Guerreiro, para quem os cerca de 100 quilómetros que separam o concelho do Litoral Alentejano e a cidade de Beja “já são muitos”.
“Ninguém sabe o que isso é a não ser Odemira! Por isso há muitos partos que têm acontecido em ambulâncias e situações tem sido resolvidas pelo profissionalismo dos técnicos de saúde que cá temos”, vinca o autarca odemirense, que também não acredita nas explicações sobre o assunto vindas recentemente a público por parte de alguns responsáveis.
“Ninguém faz uma portaria a dizer uma coisa, para logo no momento a seguir dizer que vai fazer o contrário”, argumenta.

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Correio Alentejo

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