Nova Aurora já levam 32 anos a cantar o Alentejo

Nova Aurora já levam

Já com 32 anos de carreira, o grupo Nova Aurora, da vila de Aljustrel, é um dos mais antigos de todo o Alentejo, cantando pelo país fora as tradições musicais da região.
O grupo actua esta quarta-feira, 13, a partir das 22h00, no anfiteatro das piscinas municipais de Aljustrel, num espectáculo onde não deixará de visitar o reportório que tem vindo a criar desde a sua criação, durante as pausas dos ensaios da banda filarmónica de Aljustrel.
Nesses tempos, era à volta de José Sequeira que se reunia um grupo de jovens aspirantes a músicos, rapazes e raparigas que “entoavam” modas e cantigas alentejanas por brincadeira. Aos poucos, a diversão foi ganhando contornos mais sérios e não tardou a que as cantorias passassem dos bastidores para o grande palco. A estreia acabou por acontecer na vila mineira, durante as comemorações do 25 de Abril, corria o ano de 1982. Assim nasceram os Nova Aurora!
“Éramos 17 ou 18 em palco, mas se calhar a maior parte não sabia muito bem o que estava ali a fazer. Tudo era novo para nós”, recorda ao “CA” Jorge Humberto, vocalista, homem do bombo e o único dos fundadores que ainda continua no grupo, cujo nome foi decidido… por voto.
“Na altura surgiram três ou quatro nomes, fizemos uma votação entre nós e ganhou este. E até hoje se tem mantido”, conta.
Ao lado de Jorge Humberto (ou Cristo, como todos o tratam em Aljustrel) estão hoje Vítor Angelino (voz e cavaquinho), António Caço (acordeão), Rui Gomes (voz e percussões), José Francisco (voz e teclas), António José (baixo) e Tito Godinho (viola).
Todos eles foram entrando para o grupo ao longo destas três décadas, período em que muita coisa mudou no mundo, na região e até na vida de cada um dos elementos dos Nova Aurora. Muita coisa menos a vontade e o prazer de cantar as tradições alentejanas.
“É por isso que não tenho dúvidas em afirmar que ao longo destes 32 anos os momentos bons suplantam em muito os menos bons”, garante Jorge Humberto sobre um percurso acaba por fazer dos Nova Aurora verdadeiros “embaixadores” da música alentejana, além de ser um dos grupos mais antigos da região.
“Não é fácil manter um grupo tanto tempo. Mas acabamos por andar aqui a gosto. E quando se gosta, é mais fácil levar a água ao moinho”, acrescenta Vítor Angelino.

Chegar às novas gerações
Em 32 anos são muitas as histórias que os elementos dos Nova Aurora têm para contar. Desde as actuações inesquecíveis em Aljustrel e noutros pontos do país, às peripécias vividas em ensaios ou nas viagens pelo mundo fora.
“Os momentos mais marcantes? São tantos… Mas destaco os que tivemos no estrangeiro. Nomeadamente as actuações no Canadá, nas cidades de Toronto e Montreal, em Bruxelas (Bélgica) ou em Hem (França)”, sublinha Jorge Humberto.
A seu lado, Vítor Angelino abana afirmativamente com a cabeça. E acrescenta: “A relação que temos no estrangeiro com os emigrantes é diferente dos espectáculos aqui em Portugal. Parece que as pessoas estão ansiosas com o que vai daqui. No Canadá então foi gritante! Porque há pessoas que estão lá e que não vêm a Aljustrel há mais de 30 anos. Portanto, tudo o que vai daqui é para eles recebido com grande carinho. Marca-nos mesmo!”
Com o grupo já entrado na idade da maturidade, ideias para o futuro não faltam aos elementos dos Nova Aurora. De momento, o grande objectivo é chegar ao final do ano com um novo discos editado. E depois tentar cativar novos admiradores.
“É por isso que, assim que tivermos duas ou três músicas do novo CD misturadas e masterizadas, vamos lançá-los através das redes sociais, para nos dar mais visibilidade. Temos de adaptar às novas tecnologias. Os tempos estão a mudar e não podemos ficar aqui parados, à espera que nos venham bater à porta”, conclui Vítor Angelino.

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Correio Alentejo

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