Morto alegado traficante espanhol em operação de combate ao narcotráfico em Odemira

Morto alegado traficante espanhol em operação de combate ao narcotráfico em Odemira

Um alegado traficante espanhol morreu sábado, 28, de madrugada numa operação de combate ao narcotráfico ao largo de Odemira, depois de colhido pela hélice de um motor de uma lancha rápida, disseram à Agência Lusa fontes ligadas à operação.
A intervenção policial, coordenada pela Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da Polícia Judiciária, resultou em nove detidos (seis portugueses e três do sul da Galiza) e na apreensão de cerca de três toneladas de haxixe.
As fontes contactadas pela Lusa explicaram que a vítima mortal estava em terra a aguardar a embarcação dos alegados traficantes, que transportava a droga e a ser perseguida, a alta velocidade, pelas autoridades portuguesas, tendo entrado na água quando ela se aproximou, altura em que foi colhida pela hélice de um dos três motores da lancha rápida.
Quando se aproximou de terra, a lancha rápida tentou uma manobra evasiva, mas o alegado traficante não se terá apercebido da perseguição pelas autoridades, a alta velocidade, e acabou por ser colhido, enquanto a embarcação entrou por terra.
O alegado traficante sofreu ferimentos graves, sobretudo nos membros inferiores, foi assistido por elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e transportado para o Centro de Saúde de Odemira, onde foi declarado o óbito, relataram outras fontes.
O corpo foi depois transportado pelos bombeiros de Odemira para a morgue do Hospital do Litoral Alentejo, em Santiago do Cacém.
A intervenção policial foi desencadeada no mar e em terra, tendo a droga sido detectada na embarcação rápida, equipada com três motores, e, alegadamente, proveniente do norte de África, adiantaram as mesmas fontes.
A Polícia Judiciária só deverá divulgar pormenores da investigação, alegadamente com origem na Galiza, esta segunda-feira, 30, em conferência de imprensa.
Envolvendo "muitos meios", a operação contou com a colaboração da Marinha e da Força Aérea Portuguesa (FAP) e a participação da Polícia Marítima e da GNR, força que terá interceptado uma das viaturas envolvidas.

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Correio Alentejo

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