Montaraz de Garvão é projecto em crescimento

Montaraz de Garvão é

A empresa Montaraz, sediada na vila de Garvão e inaugurada em 2007, já coloca os seus presuntos e enchidos de porco alentejano nas mesas dos “quatro cantos” do país.
O projecto nasceu da ideia de um grupo de produtores daquela raça autóctone e “o objectivo foi dotar a região de uma unidade industrial que pudesse criar valor acrescentado à excelente matéria prima da região que, de outra forma, era apenas escoada para as indústrias de transformação espanholas”, sublinha ao “CA” o administrador Rui Carapuça, que não esquece os obstáculos que tiveram de ser ultrapassados nos primeiros tempos.
“O processo da criação da Montaraz é seguramente um bom exemplo das dificuldades sentidas pelos empreendedores em Portugal! Tínhamos um grupo de investidores prontos a avançar, tínhamos reunido o capital para o investimento, tínhamos um projecto com linha de apoios ao investimento aprovada e tínhamos ainda uma câmara municipal aparentemente empenhada em viabilizar a instalação da indústria. Lamentavelmente não havia no plano director municipal terrenos aprovados para a implantação de indústrias. Ora esta lacuna prolongou por mais de dois anos o início da construção da unidade industrial”, recorda este responsável, que enaltece o empenho do autarca Pedro do Carmo na resolução do problema.
Inaugurada oficialmente em 2007 pelo então primeiro-ministro José Sócrates, a Montaraz de Garvão rapidamente cimentou a sua posição no mercado, beneficiando do facto dos seus produtos serem produzidos a partir da carne de porco de raça alentejana, “uma matéria-prima de grande qualidade”.
“A aceitação dos nossos produtos tem sido muito boa e, felizmente, as nossas vendas têm vindo a subir de forma sustentada de ano para ano”, acrescenta Rui Carapuça.
A empresa emprega actualmente 25 pessoas e em 2012 registou um volume de negócios de três milhões de euros “à custa” de um portefólio onde surgem iguarias como presuntos e paletas com a IGP Santana da Serra, além de enchidos (paio do lombo, paiola, cupita, palaio, salsichão, paio vermelho, paio preto, chouriço, chouriço preto e farinheira) e carne fresca, que é comercializada em cuvetes.
Em média, a Montaraz de Garvão transforma anualmente cerca de 3.000 porcos de raça alentejana (todos criados em regime de extensivo), num total de 300 toneladas de produtos, que se destinam quase em exclusivo ao mercado nacional.

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Correio Alentejo

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