Ministra garante que Alqueva cria mais riqueza que aeroporto

Ministra garante que Alqueva

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, considera que o regadio traz mais riqueza à região de Beja do que o aeroporto, que foi financiado com verbas do FEDER.
“Quando nós perguntamos o que é contribui mais para o desenvolvimento da região de Beja: é o aeroporto que foi apoiado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) ou é o regadio? Eu creio que ninguém tem dúvidas de que é o regadio”, disse Assunção Cristas, num discurso proferido no encerramento do IX Congresso Nacional do Milho, que terminou quinta-feira, 31 de Janeiro, em Lisboa, acrescentando que é preciso “pôr dinheiro do FEDER” no Alqueva.
A ministra disse que o Governo “tem a pretensão de concluir em 2015” o projecto de regadio do Alqueva “sem aumentar o nível de endividamento, que, neste momento, é de 600 milhões, e que, em juros, corresponde a mais de 20 milhões por ano”.
Para isso, defendeu Assunção Cristas, é preciso romper com “o modelo do passado”, que passava por recorrer à dívida para financiar projectos quando não há “dinheiro nacional”.
De acordo com a ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, o regadio do Alqueva “traz a possibilidade de produzir bens transaccionáveis”, que o país “vende, exporta e consume”, o que faz “diminuir as exportações”, e “isso significa riqueza a valores que ficam” em Portugal.
Assunção Cristas referiu-se várias vezes ao sector do milho como um exemplo de sucesso nas culturas de regadio e disse que “a chave para o conseguir” passa por aumentar a produção, fomentar a produtividade, ter melhores organizações, concentrar a ofertar e fazer crescer o investimento.

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Correio Alentejo

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