Um projeto inovador que combina inteligência artificial (IA), robótica móvel autónoma e uma redes de sensores está a ser desenvolvido no Campo Branco, para garantir o equilíbrio entre produtividade agrícola e conservação da biodiversidade numa região classificada como Reserva da Biosfera da UNESCO.
A iniciativa SiARA – Sustentabilidade, iA e Robótica na Estepe Alentejana resulta de uma parceria entre a Associação de Agricultores do Campo Branco (AACB), com sede em Castro Verde, o Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) e o Instituto de Engenharia Mecânica (idMEC) do Instituto Superior Técnico, unindo “competências científicas e tecnológicas à experiência dos agentes locais”.
“A AACB está sempre disposta a colaborar com a academia e com a ciência, no sentido de surgirem novas tecnologias que possam facilitar a vida aos agricultores”, diz ao “CA” o presidente da associação sediada em Castro Verde, António Aires.
O projeto, distinguido na sétima edição do programa Promove, promovido e financiado pela Fundação La Caixa e pelo BPI, em parceria com a Fundação para a Ciência Tecnologia, na tipologia “Projetos I&D Mobilizadores”, arrancou formalmente em novembro de 2025 e teve as suas primeiras atividades de campo na passada semana.
A iniciativa consiste, em termos práticos, na utilização de um robot – denominado EVAbot – nos campos agrícolas, para identificar, “por exemplo, espécies invasoras existentes numa seara”, explica António Aires.
As primeiras experiências tiveram lugar, a 3 de março, nos campos de ensaios da AACB e em terrenos de um agricultor associado, “permitindo avaliar a autonomia e o desempenho do robot EVAbot em solos encharcados”.
“Ficou assim demonstrado a sua capacidade de operação, em condições exigentes de invernos mais húmidos”, indica António Aires, reconhecendo que a utilização de robots ou drones pode ajudar os agricultores a serem “mais sustentáveis e eficientes”.








