Governo quer Alentejo a aproveitar potencial agrícola e industrial

Governo quer Alentejo a aproveitar

O secretário de Estado Adjunto da Economia e do Desenvolvimento Regional defende que “urge potenciar” a capacidade agrícola, turística e industrial do Alentejo.
“Não quer dizer que não existam ainda algumas infra-estruturas que têm que ser feitas. Agora, o Alentejo tem um pendor agrícola extremamente forte que urge potenciar, tem um pendor turístico extremamente forte que também urge potenciar”, afirmou esta quarta-feira, 6, António Almeida Henriques.
A juntar a esse potencial, acrescentou o secretário de Estado, está ainda a capacidade da região para produtos endógenos capazes de serem exportados e a vertente industrial: “Em bom rigor, o Alentejo já tem hoje algumas infra-estruturas industriais” e é preciso “puxar por elas”.
Estas são algumas das prioridades a que o Alentejo deve estar atento na preparação do seu plano de acção regional para o quadro de apoios comunitários para o período entre 2014 e 2020, realçou Almeida Henriques.
O secretário de Estado falava aos jornalistas após presidir ao encerramento da conferência “Plano de Ação Regional Alentejo 2020”, que decorreu esta quarta-feira em Évora, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional.
Segundo o governante, muitas vezes, de forma errada, espera-se “que apareça o tal grande investimento que vai permitir criar centenas de postos de trabalho".
“Dificilmente se consegue captar hoje um investimento que crie logo centenas de postos de trabalho. Temos é que ir captando os diferentes investimentos que criam 10, 20 ou 40 postos de trabalho”, cujo “somatório conflui, exactamente, para essa lógica de crescimento”, defendeu.
Almeida Henriques lembrou que, desde que este Governo tomou posse, o Alentejo deixou de ser “a região do país mais atrasada” na execução dos fundos comunitários, tendo conseguido dar “um grande salto” nessa matéria.
Neste período de preparação do novo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), “a grande preocupação” é delinear “uma boa estratégia” para a região, mas esta não pode ser “o somatório de diferentes estratégias, como no passado”, alertou.
“As autarquias, a universidade, as empresas faziam, cada uma, a sua própria estratégia e nada disto confluía”, criticou, exortando os actores regionais a estabelecerem um plano de acção que seja o resultado dos diferentes contributos.
Depois, sublinhou, passada a fase dos projectos ligados sobretudo as infraestruturas básicas (por exemplo de saneamento) e os equipamentos complementares (como piscinas ou centros de Saúde), é altura de o Alentejo promover projectos que gerem riqueza para permitir a fixação de pessoas.

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Correio Alentejo

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