Governo exige redução de custos no Hospital do Litoral Alentejano

Governo exige redução de custos no Hospital do Litoral Alentejano

O secretário de Estado da Saúde defende que "há espaço" para reduzir custos nos serviços do Hospital do Litoral Alentejano (HLA).
Durante a tomada de posse da administração da recém-criada Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, liderada por Maria Joaquina Matos, Manuel Teixeira notou que o HLA conseguiu, em relação a 2011, uma redução de cinco por cento dos custos operacionais, enquanto a média dos hospitais com estatuto de entidade pública empresarial (EPE) se situou acima dos oito por cento.
Manuel Teixeira considerou também “muito significativa” a dívida acumulada dos serviços de saúde desta zona, superior a 35 milhões de euros, para o pagamento da qual o Governo fez um reforço de 8,1 milhões de euros, cuja última parcela, de 2,5 milhões de euros, será entregue este mês de Dezembro.
Em declarações aos jornalistas, após a tomada de posse da administração da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), com sede em Santiago do Cacém, o secretário de Estado reconheceu que, “apenas através do financiamento da produção, o hospital não tem conseguido equilibrar as suas contas”.
Confrontado com a falta de médicos, sobretudo, especialistas, nesta zona, Manuel Teixeira adiantou que, em breve, será aberto um concurso para colocação de clínicos em hospitais que, “tipicamente, nunca eram escolhidos”, embora admitindo que o problema não será resolvido “de um momento para o outro”.
Com a integração do hospital e dos centros e extensões de saúde dos concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines numa única entidade, o governante acredita que será possível acompanhar determinadas doenças de forma mais eficaz.
A ULSLA abrange uma população de cerca de 100 mil habitantes e gere um hospital, cinco centros de saúde, 47 extensões de saúde e três serviços de urgências.
De acordo com Maria Joaquina Matos, o conselho de administração, que preside, inicia funções com um défice de cerca de 50 médicos, ao nível dos cuidados primários e hospitalares, estando cerca de 30 por cento da população residente privada de médico de família.

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Correio Alentejo

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