Famílias ciganas desalojadas na Vidigueira já têm nova casa

Famílias ciganas desalojadas

A maior parte dos 70 membros das duas famílias ciganas que ficaram desalojadas após a Câmara de Vidigueira ter demolido o parque onde viviam já está alojada na vila.
Num comunicado enviado à Agência Lusa, a autarquia refere que 50 membros das duas famílias já estão alojados na malha urbana da vila de Vidigueira e 20 ainda estão acampados em prédio rústico.
Na última reunião extraordinária do Concelho Local de Acção Social foi rejeitado, "por unanimidade", que as duas famílias estivessem em situação de emergência social e, por isso, não é necessário activar os meios de emergência social ou de protecção civil para resolver o problema.
Segundo a autarquia, a reunião, que serviu para avaliar a situação da comunidade cigana de Vidigueira e saber se era ou não considerada de emergência social, contou com a participação de representantes de várias instituições do concelho e do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) e da directora e de técnicos do Centro Distrital de Segurança Social de Beja.
No passado dia 13 de Junho, as duas famílias, após uma rixa entre elas, abandonaram as instalações do parque de estágio que existia na vila de Vidigueira e onde tinham sido alojadas pela autarquia.
Dias depois, quando regressaram ao parque, as duas famílias repararam que a Câmara de Vidigueira tinha demolido as instalações onde viviam sem as avisar e acusaram a autarquia de racismo.
Em declarações à Lusa, em Julho, Manuel Narra rejeitou a acusação de racismo, frisando que a atitude da autarquia sempre foi de "discriminação pela positiva".
Segundo o autarca, as duas famílias foram instaladas no parque de estágio em 2012, quando a Câmara as retirou de casas improvisadas de madeira e chapa onde viviam nas traseiras das ruínas do castelo medieval de Vidigueira.
Manuel Narra explicou que os confrontos, com tiros, ocorridos durante a rixa, deixaram "um rasto de destruição" e, depois da saída das famílias, deu ordem para demolir as instalações do parque, cumprindo uma ordem da Inspecção Geral das Finanças por a construção estar ilegal.

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Correio Alentejo

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