Falta de médicos de família provoca queixas em Grândola

Falta de médicos de família

Os utentes do posto de saúde de Grândola continuam a queixar-se de falta de médicos de família, apesar da reestruturação dos serviços de saúde do Litoral Alentejano.
"Não tenho médico de família há muito tempo. Ando à balda, não faço exames, não tenho médico de família para pedir as coisas. Moro longe, perdi os transportes todos. A gente ganha pouco, temos umas reformas de miséria, não ganhamos para andar de táxi e mal dá para os outros transportes públicos", disse à Lusa Cremilde Neves, utente do Centro de Saúde de Grândola.
"Dei uma queda hoje [segunda-feira, 25] de manhã. Vim para o Centro de Saúde de Grândola às 9h00 e só estou a sair agora (15h15)", acrescentou a mulher, muito crítica em relação à falta de médicos de família em Grândola.
Além da demora no atendimento, Cremilde Neves tinha ainda pela frente uma hora de caminho a pé, cerca de dez quilómetros até chegar a casa, no Bairro Novo de Escadoços.
A falta de médicos foi também um dos problemas referidos por Maria José, uma mulher de 78 anos que diz ser "sempre bem atendida" pelos funcionários do Centro de Saúde, mas que também lamenta as "dificuldades dos utentes sem médico de família".
Maria José e Cremilde Neves falavam aos jornalistas à porta do Centro de Saúde de Grândola que está agora sob tutela da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, que engloba o Hospital do Litoral Alentejano (Santiago do Cacém), cinco centros de saúde e 32 extensões.
A agência Lusa tentou obter, sem sucesso, um comentário a estas queixas da parte da presidente da nova unidade local de saúde.

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Correio Alentejo

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