Estradas de Portugal contesta críticas da Câmara de Beja

Estradas de Portugal contesta

A Estradas de Portugal (EP) garante que a renegociação da subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo segue os trâmites normais e que nunca será a empresa a assumir responsabilidades financeiras.
O memorando de entendimento com a subconcessionária da subconcessão Baixo Alentejo, a SPER – Sociedade Portuguesa de Exploração Rodoviária, "está a seguir os trâmites normais" e a EP "assegura" que irá permitir ao Estado poupar 338 milhões de euros, refere a empresa, num comunicado enviado à Agência Lusa.
"Se por hipótese, que não consideramos", o memorando não se concretizar, "as responsabilidades financeiras recairão sobre a subconcessionária e nunca sobre a EP", refere a empresa, numa reacção à posição da Câmara de Beja sobre o assunto.
A posição da autarquia surgiu após uma reunião entre a EP, a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo, o NERBE e os municípios de Beja, Castro Verde, Ferreira do Alentejo e Vidigueira.
Segundo a autarquia, na reunião, "ao contrário do que tem sido defendido pelo Governo", reafirmou-se que "a não realização" das obras pela SPER "não representa poupança para os orçamentos do Estado" deste ano e de 2014, "mas sim um acréscimo de custos".
Isto porque, segundo a autarquia, se a SPER não aceitar o memorando de entendimento proposto pela EP, deixará de ser a subconcessionária "a suportar os encargos", os quais passam "para a responsabilidade da Estradas de Portugal".
A posição da Câmara de Beja "só se pode considerar por desconhecimento ou outros motivos que não descortinamos", refere a EP, lembrando que o acordo com a SPER vai permitir, ao longo da vida da subconcessão, "uma poupança a preços correntes estimada em cerca de 338 milhões de euros".
A renegociação do contrato permitirá ao Estado poupar 199 milhões de euros com a redução de investimento não adequado e 139 milhões de euros com operações de manutenção, que passarão a ser asseguradas pela EP e não pela SPER.
Através da redução do investimento e dos custos decorrentes, a EP estima "diminuir os pagamentos futuros" à SPER, ao longo da vida da subconcessão, "em valores próximos de 900 milhões de euros, o que, a valores actuais, representa cerca de 400 milhões de euros", explica a empresa.
A EP refere ainda que "presta continuamente informação aos municípios da área de influência da subconcessão rodoviária do Baixo Alentejo" e "sempre teve e manterá grande preocupação sobre a segurança nas zonas de obra, sendo disso mesmo exemplo as intervenções já iniciadas de instalação e/ou adequação da sinalização vertical nas zonas afectadas".

Partilhar

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on whatsapp
WhatsApp
Correio Alentejo

Artigos Relacionados

Role para cima