Director do "Diário do Sul" lamenta falta de apoio à imprensa

Director do "Diário do Sul"

O director do jornal "Diário do Sul", Manuel Madeira Piçarra, critica os sucessivos governos pela falta de apoio à imprensa regional, com destaque para a retirada da publicidade institucional, colocando-a antes “em Lisboa”.
“Esses governantes tiraram-nos a publicidade institucional e colocam-na em Lisboa. Porque têm medo dos grandes jornais” nacionais, escreveu Madeira Piçarra, na edição de segunda-feira, 25, do jornal que dirige e que se publica em Évora.
Na sua habitual “Nota do Dia”, a propósito do 44.º aniversário do Diário do Sul, o director argumenta que os sucessivos governos “ignoram os problemas dos diários regionais”.
“Os governos, desde há 15 anos, foram eliminando os custos de distribuição da imprensa, que tem um peso de 160 dias/ano no orçamento deste diário”, realça.
Na mesma crónica, Manuel Madeira Piçarra aponta também o “dedo” aos municípios.
A imprensa alentejana, afiança, “tem sido esquecida pelos responsáveis das instituições e pela maior parte das autarquias”, as quais “ignoram o valor que representa terem um órgão de informação que defenda os interesses alentejanos”.
“É preciso dizê-lo para que oiçam e se convençam que, se um dia perdessem o seu jornal, o Alentejo ficaria mais pobre”, acrescenta o director do único jornal diário da região.
Segundo Madeira Piçarra, dos 44 municípios alentejanos, “apenas 10 compreendem a missão e a necessidade de terem um diário que enalteça a sua acção e defenda os seus interesses”.
“Em contrapartida, esses municípios gastam rios de dinheiro em boletins, folhetos perdidos no lixo e nos balcões dos cafés”, criticou.
No norte do país, comparou, “as circunstâncias são diferentes”, existindo “muita interligação entre o jornal e os municípios”, sendo necessário que, no Alentejo, “se faça como lá”.

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