COOP Castrense quer perdão de 30% da dívida pelos fornecedores

COOP Castrense quer perdão de

O plano de viabilização da Cooperativa de Consumo Popular (COOP) Castrense prevê que os fornecedores credores da instituição de Castro Verde perdoem 30% da sua dívida.
O documento foi apresentado esta terça-feira, 2, aos fornecedores pela nova direcção da COOP Castrense e pelo administrador de insolvência da cooperativa, estando agendada a sua discussão e votação no próximo dia 15 de Abril, em assembleia de credores a realizar no tribunal de Ourique.
Caso o plano não seja aprovado, a COOP Castrense entrará imediatamente em processo de liquidação.
“É um plano de viabilização estudado, fundamentado e cujas bases estamos a discutir com todos os credores, quer com trabalhadores, fornecedores e bancos. E temos encontrado uma boa receptividade por parte dos credores” para “viabilizar a cooperativa”, garante ao “CA o presidente da COOP Castrense. “Estamos perfeitamente confiantes”, acrescenta Fernando Parreira.
A dívida total da COOP Castrense é de 986 mil euros (juros já incluídos) e o seu plano de viabilização prevê que os fornecedores que são credores da instituição perdoem 30% da sua dívida, recebendo o valor remanescente ao longo de sete anos, com dois anos de carência.
Além do mais, os credores retomam a sua “relação comercial com a cooperativa como tinham anteriormente, o que me parece importante”, acrescenta Fernando Parreira.
Ao mesmo tempo, a direcção da COOP Castrense pretende alienar, provavelmente à autarquia local, parte das actuais instalações onde funcionava a loja da cooperativa em Castro Verde, que representam um importante activo imobiliário e poderão ser “um instrumento do ponto de vista financeiro muito importante” para a viabilização da instituição.
“A loja ficará no mesmo local, mas numa área mais pequena. Podemos ter uma loja mais moderna, mais acessível e que pode alcançar o nível de vendas que tinha anteriormente”, explica o presidente da COOP Castrense.
Se a assembleia de credores da cooperativa der “luz verde” ao plano de viabilização, Fernando Parreira acredita que a loja poderá reabrir até ao Verão, com 12 funcionários.

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Correio Alentejo

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