Os desafios do politécnico

Quinta-feira, 30 Março, 2017

Carlos Pinto

director do correio alentejo

A opinião pertence ao reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e surgiu nas páginas do “Jornal de Notícias” do passado dia 29 de Março: “O compromisso da investigação para o futuro das universidades do ‘arco do interior’ deve centrar-se no desenvolvimento de projectos que contribuam para o desenvolvimento económico e social do território”. No fundo, António Fontaínhas Fernandes defende um compromisso comum entre estas instituições, que, na sua opinião, “devem adoptar uma abordagem transdisciplinar dos problemas do território em que se situam, valorizando e potenciando os seus recursos materiais e imateriais”. No fundo, conclui, é preciso “pensar global na resolução do local”.
Este docente tem toda a razão. Nos tempos que correm, a Educação e a Formação (seja ela académica ou profissional) são duas das mais importantes ferramentas para combater os problemas que afectam todo o interior do país, com o Baixo Alentejo à cabeça. Porque esta é uma terra com pouca gente, com poucas empresas e onde o desenvolvimento – seja ele económico, social, cultural ou outro – nem sempre acontece à velocidade desejada ou na altura necessária.
É neste quadro que entra o Instituto Politécnico de Beja. Ao longo das últimas três décadas a instituição ajudou a formar e a fixar centenas de jovens no distrito, sabendo ser a escola de muitos dos actuais empresários e outros responsáveis que hoje “puxam” pelo Baixo Alentejo. Mas o futuro da região continua a precisar do IPBeja. E numa altura em que o instituto se prepara para escolher um novo presidente, é preciso que mantenha entre as suas prioridades a promoção de dinâmicas de desenvolvimento regional. Assim será mais fácil chegarmos ao destino desejado: uma terra mais rica e mais viva.

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