O Serviço Nacional de Saúde (SNS) fechou o ano de 2024 “no vermelho”, com o défice mais alto dos últimos 10 anos, num total de 1.377,6 milhões de euros, mais 741 milhões em relação ao ano anterior. Trata-se do pior valor desde 2015, incluindo os anos da pandemia, refere um relatório do Conselho das Finanças Públicas, divulgado esta semana pelo jornal “Público”.
Apesar de suscitar apreensão, esta notícia não seria preocupante se, ao longo do último ano, tivéssemos assistido a uma melhoria acentuada naquilo que é a resposta de saúde prestada aos portugueses. Mas não… Apesar do aumento da despesa pública, continuamos com falta de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde (sobretudo em regiões do interior como o Baixo Alentejo). O défice do SNS aumentou, mas continuamos a ter sucessivos encerramentos de urgências em unidades hospitalares de todo o país. E mesmo gastando mais, continuamos com listas de espera inenarráveis para consultas e cirurgias.
Ou seja, o estado da saúde em Portugal é cada vez mais débil e preocupante. É por isso que urge a quem de direito – ao Governo – fazer um diagnóstico rápido, preciso e conciso sobre as necessidades do setor e implementar, de forma prática e eficaz, um plano de reestruturação do SNS, que mantenha a sua vertente gratuita e universal e que dê, efetivamente, uma resposta cabal aos problemas da saúde em Portugal.
A “missão” está agora nas mãos da ministra da tutela, Ana Paula Martins, que depois do “voto de confiança” recebido do primeiro-ministro após as últimas Legislativas tem de “arregaçar as mangas” e trabalhar. Mais e muito melhor do que fez ao longo do último ano. Caso contrário, o nosso futuro poderá ser trágico!

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