O mundo é, definitivamente, um lugar muito estranho. Não tanto pelas características do planeta, mas acima de tudo pelas ações daqueles que o habitam: todos nós.
Nos últimos tempos, temos sido confrontados com uma série de acontecimentos que comprovam que, ao fim de milénios de existência humana, continuamos, reiteradamente, a fazer mal a nós próprios, sem respeitar o próximo ou acautelar o futuro daqueles que estão para vir.
Os exemplos são mais que muitos (e nem é preciso recuar muito no calendário). Cá pelo burgo, criamos crises políticas por “dá cá aquela palha”, apontamos o dedo aos imigrantes como se eles fossem os causadores de todos os problemas da nação ou vemos crianças e jovens a cometerem todo o tipo de barbaridades em prol de mais “likes” e “seguidores” nas redes sociais.
Lá fora, assistimos ao início de guerras sem qualquer tipo de justificação, permitimos que o populismo “cavalgue a onda” e mobilize milhares em nome de uma ideologia mentecapta ou deixamos que um louco desvairado inicie um conflito comercial sem precedentes (e com um desfecho imprevisível, mas seguramente negativo).
É este o mundo que temos. Mas será este o mundo que queremos? Quer-nos bem parecer que não, mas cada vez parece mais difícil alterar o rumo da situação. A solução cabe a todos nós. Assim o queiramos fazer!

Gala Internacional do Acordeão em Castro Verde
Cerca de uma dezena de executantes nacionais e internacionais de acordeão atuam neste sábado, 11, em Castro Verde, durante a 35ª edição da Gala Internacional







