Fazer do canto coletivo um “espaço de encontro, identidade e construção de pertença” é o objetivo do projeto “Voz Comum – Polifonias de Pertença”, iniciativa artística e comunitária integrada na programação oficial de Évora – 27 Capital Europeia da Cultura e que tem a Câmara de Castro Verde como parceira.
Segundo a autarquia, o projeto “cruza as tradições polifónicas do Alentejo com outras práticas vocais, promovendo processos de criação participativa entre comunidades e artistas”, além de “explorar o território e a memória e construir uma voz partilhada através do canto”.
O projeto arrancou neste mês de fevereiro e estão previstas mais três sessões ao longo do ano, nos meses de março, outubro e novembro, “permitindo a continuidade do envolvimento das escolas e das comunidades na construção desta experiência artística”.
A Câmara de Castro Verde surge como parceira da iniciativa, dada a sua “experiência consolidada das aulas de cante alentejano desenvolvidas nas escolas do concelho”.
Nesse âmbito, o modelo pedagógico e artístico adotada em Castro Verde está a ser “replicado” em estabelecimentos de ensino dos agrupamentos de escolas Severim de Faria, Manuel Ferreira Patrício e Gabriel Pereira, todos de Évora, “reforçando a circulação de boas práticas e a valorização do património cultural imaterial”.
De acordo com a Câmara Municipal, o projeto conta com a participação dos músicos e monitores de cante alentejano David Pereira, Gabriel Costa e Filipe Pratas.
Com esta parceria, continua a autarquia, “Castro Verde reafirma o seu compromisso com a salvaguarda e promoção do cante alentejano, contribuindo ativamente para um projeto cultural de dimensão europeia que coloca o património, a educação e a comunidade no centro da criação artística”.












