Câmara de Mértola reforça apoios sociais

Câmara de Mértola

Reforçar os apoios sociais e continuar a investir no saneamento básico e nas acessibilidades são os objectivos traçados pela Câmara de Mértola para o ano em curso.
“Tentaremos seguir a mesma linha estratégica, apesar de termos pouca verba”, vinca o autarca Jorge Rosa em declarações ao “CA”, adiantando que também pretende “fazer duas ou três obras de maior monta e importância”, de modo a “contribuir para os investimentos públicos que se têm vindo a preparar”.
“Mértola deixou-se atrasar. Na década de 90, quando os outros faziam saneamentos básicos e melhores vias rodoviárias, esta autarquia não trabalhou devidamente nisso. Por essa razão temos agora que continuar a investir na infra-estruturação”, explica
Neste contexto, a autarquia mertolense vai continuar a investir no saneamento básico, arruamentos, pavimentações e reparação de estradas e de habitações para arrendamento social.
Por outro lado, Jorge Rosa anuncia que irá prosseguir o apoio à Santa Casa da Misericórdia de Mértola na construção do “lar das cinco freguesias”. E apostar em melhoramentos habitacionais a famílias de menores recursos.
A manutenção dos apoios sociais será uma área privilegiada em 2013 e, nesse enquadramento, a Câmara de Mértola reforçou as medidas atribuídas pelo cartão social e manteve “todas as outras”.
Num concelho onde o número de pedidos e de famílias necessitadas tem “aumentado bastante”, Jorge Rosa esclarece que “há agora uma maior abrangência para os novos beneficiários” dos apoios sociais.
“Estamos a preparar um reforço ao plano de apoios por via da crise, que vai trabalhar o desemprego, sobretudo [o desemprego] jovem. E vai apoiar ainda mais os segundos e terceiros filhos”, revela o autarca socialista, assegurando que a Câmara vai continuar “a oferecer os manuais escolares, a dar as bolsas de estudo e a apoiar na educação”.
“Tivemos que reforçar o orçamento nesta área, mas assumimos essa responsabilidade perante os nossos munícipes”, destaca Jorge Rosa, que não deixa de lamentar o aumento brutal de impostos e de todo o tipo de contribuições, bem como o abaixamento de vencimentos e reformas.
“As pessoas não conseguem pagar as contas e têm muita dificuldade em alimentar-se! Roupa e calçado já nem se fala, pois há quem não compre roupa nova há anos. Nós vamos ajudando sempre. A situação está muito difícil, acredito que alguns governantes e até pessoas com melhores situações financeiras não se apercebam da realidade de grande parte da população”, realça.

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Correio Alentejo

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