Bombeiros de Portalegre contestam regras de transporte de doentes

Bombeiros de Portalegre contestam

O presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Portalegre criticou esta segunda-feira, 7, a nova política de transporte de doentes de centros de saúde, acusando a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) de tratamento “desumano” dos pacientes.
Em declarações à Agência Lusa, Francisco Louro afirmou que “não há sentido humano da parte de quem administra, há simplesmente sentido económico”, situação que o levou a acusar a ULSNA e o Estado de tratarem as pessoas de uma forma “cruel e desumana”.
Em causa está um despacho da ULSNA, a que a Lusa teve acesso e enviado às corporações de bombeiros, o qual indica que desde 1 de Janeiro foram “alterados os procedimentos” para o transporte de doentes relativo às transferências dos centros de saúde para os hospitais de Portalegre e Elvas.
“Assim, e no sentido de facilitar todo o processo, solicita-se [aos bombeiros] que, após a chegada ao serviço de Urgência do hospital, não aguardem pela alta do doente”, estabelece o despacho, datado de 28 de Dezembro.
“Isto é para evitar o pagamento das horas de espera. O que vai acontecer é que, quando os doentes estiverem despachados, ou vão de táxi ou pedem uma ambulância para os ir buscar e pagam o transporte”, criticou Francisco Louro.
O presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Portalegre disse temer, por isso, que a medida venha a agravar também a situação económica das corporações, uma vez que a dívida por parte dos particulares aos bombeiros vai aumentar.
Considerando “vergonhoso” este processo, Francisco Louro referiu ainda esperar que as macas que pertencem às corporações de bombeiros não fiquem retidas nos hospitais, dado que, logo após a entrada dos doentes nas urgências, os bombeiros terão que abandonar esse espaço.
Manifestando o receio de que os doentes fiquem “abandonados” logo após a entrada no hospital, Francisco Louro acusou a tutela de tratar os pacientes como “coisas” e como “objectos”.
A Lusa contactou a administração da ULSNA para obter uma reacção a este caso, mas a mesma não quis prestar declarações.

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Correio Alentejo

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