Bispo de Beja vai pedir bispo coadjutor ao novo papa

Bispo de Beja vai pedir

O bispo de Beja, D. António Vitalino Dantas, vai pedir ao próximo papa para nomear um bispo coadjutor com direito de sucessão, revelou o próprio à Agência Lusa.
O prelado explicou que, após o conclave que vai eleger o sucessor de Bento XVI, irá pedir ao próximo papa para nomear um bispo coadjutor, com quem irá trabalhar durante algum tempo e ao qual irá "passar o testemunho" de Bispo de Beja, quando completar 75 anos e pedir a resignação.
Um bispo coadjutor é um bispo titular da Igreja Católica com direito de sucessão e que é nomeado para ajudar e depois substituir um bispo no exercício das suas funções.
D. António Vitalino Dantas, actualmente com 71 anos, explicou ainda que vai pedir a nomeação de um bispo coadjutor para que a sua sucessão decorra "sem vazios", já que, "normalmente, os processos de nomeação de um bispo demoram cerca de dois anos".
O prelado admitiu que a nomeação de um bispo coadjutor para a Diocese de Beja poderá ocorrer daqui a dois anos, altura em que já terá 73 anos.
"Se Deus me der vida e saúde, até completar 75 anos, terei ainda dois anos para trabalhar com o bispo coadjutor e depois passar-lhe o testemunho", disse D. António Vitalino Dantas.
O prelado lembrou que o seu pedido de nomeação de um bispo coadjutor tem precedente na Diocese de Beja, já que o seu antecessor, Manuel Falcão, foi nomeado em 1974 bispo coadjutor com direito de sucessão a pedido do anterior Bispo de Beja, Manuel dos Santos Rocha, a quem "ajudou imenso" e sucedeu.
D, António Vitalino Dantas foi ordenado em 1996 bispo-auxiliar do Patriarcado de Lisboa, onde esteve até 1999, ano em que foi nomeado bispo de Beja, sucedendo a D. Manuel Falcão, que faleceu no passado ano.

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Correio Alentejo

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