Ambilital celebra 25 anos com 15ME de investimento

A empresa Ambilital, que gere o sistema integrado de recolha, tratamento e valorização de resíduos urbanos em sete concelhos dos distritos de Beja e de Setúbal, acaba de celebrar 25 anos de atividade com um investimento total na ordem dos 15 milhões de euros.

Em comunicado enviado ao “CA”, a empresa sediada em Ermidas-Sado, concelho de Santiago do Cacém, e que serve os municípios de Aljustrel, Ferreira do Alentejo, Odemira, Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines, adianta que está a construir uma nova área de compostagem e afinação no seu Centro de Gestão de Resíduos.

A empreitada, que arrancou a 11 de março e está avaliada em 5.947.002,34 euros, “permitirá melhorar o tratamento e a valorização de biorresíduos e resíduos verdes, contribuindo para a produção de composto e para a redução da deposição em aterro”.

A par disso, a Ambilital está a desenvolver “a reengenharia” do seu aterro, investimento que ascende a 3.406.523 euros e prevê “a criação de uma nova célula de aterro e a união de duas células existentes, uma já encerrada e outra atualmente em operação”. “Com esta ampliação, a capacidade de deposição será aumentada para cerca de 1,7 milhões de toneladas de resíduos e terras de cobertura, assegurando um período mínimo de exploração estimado em 30 anos”, pode ler-se.

A empresa acrescenta que está igualmente prevista a instalação de um campo solar fotovoltaico, num investimento de 628.910 euros “que permitirá reforçar a autonomia energética das instalações e reduzir a pegada carbónica do sistema de gestão de resíduos”.

Estas obras surgem depois de a Ambilital ter concretizado um investimento de quase cinco milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e por outros fundos europeus, para “aumentar a capacidade de reciclagem, melhorar a valorização de resíduos e reduzir o encaminhamento para aterro”.

Os investimentos, “alinhados com as metas do Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos 2030 (PERSU 2030) e com o Plano de Ação Multimunicipal de Resíduos Urbanos (PAPERSU) da Ambilital”, incluíram o reforço da capacidade de triagem de embalagens plásticas e metálicas da empresa, “que passou de 1.512 toneladas por ano para 10.080 toneladas”.

Foi igualmente “modernizada e reativada” a linha de recuperação de vidro, o que criou uma capacidade adicional de 6.720 toneladas por ano, “permitindo valorizar mais vidro recolhido seletivamente e reduzir o consumo de matérias-primas naturais”.

Já ao nível da recolha seletiva, a Ambilital “reforçou a rede de ecopontos e contentores, alargando a cobertura territorial do serviço, com especial incidência em zonas rurais e áreas com maior pressão turística, facilitando o acesso da população à separação de resíduos”.

Também a gestão de resíduos volumosos, como mobiliário, colchões, madeiras e ramagens, foi reforçada, “através da aquisição de contentores compactadores, solução que permite melhorar a logística de recolha e potenciar a recuperação e valorização destes materiais”.

Outra das intervenções estruturantes realizadas pela Ambilital “foi a instalação de um sistema de osmose inversa para tratamento de lixiviados, com capacidade para 35.056 m³ [metros cúbicos] por ano, reduzindo o impacto ambiental associado à deposição em aterro e promovendo a recuperação de água para reutilização”.

Com os investimentos concretizados e em curso, a empresa pretende contribuir para o cumprimento dos objetivos nacionais e europeus definidos para o setor dos resíduos, nomeadamente “o aumento da preparação para reutilização e reciclagem de resíduos urbanos para 60% até 2030”.

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Correio Alentejo

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