Alunos de Rio de Moinhos e Vila Ruiva uma semana sem aulas

Alunos de Rio de Moinhos e

Os alunos das escolas básicas de Rio de Moinhos e Vila Ruiva faltaram às aulas esta primeira semana nas "novas" escolas, em protesto contra o fecho dos estabelecimentos.
Na primeira semana do novo ano lectivo, entre segunda e esta sexta-feira, dias 15 a 19, os 13 alunos da escola do primeiro ciclo do ensino básico de Rio de Moinhos [na foto], que o Ministério mandou fechar, faltaram às aulas na "nova" escola, o Centro Escolar Vipasca, em Aljustrel.
"Os alunos apresentaram-se escrupulosamente todos os dias na escola de Rio de Moinhos e quem faltou foi o professor", contou à Agência Lusa o presidente da Câmara de Aljustrel.
Segundo Nelson Brito, esta sexta-feira – e tal como aconteceu entre segunda e quinta-feira -, cerca de 50 pessoas, entre elas os 13 alunos, pais e encarregados de educação, voltaram a concentrar-se em frente à escola da aldeia, em protesto contra o fecho do estabelecimento de ensino e a transferência das crianças para Aljustrel, a cerca de quatro quilómetros de distância.
Na quinta-feira, disse, a Câmara de Aljustrel, para denunciar "a falta de comunicação do Ministério da Educação", enviou ao ministro Nuno Crato duas comunicações e cinco notificações que a autarquia tinha enviado desde Maio à Direcção de Serviços da Região Alentejo (DSRA) da Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) e às quais "ainda não obteve resposta".
"Isto é gravíssimo, deselegante e de uma total falta de respeito institucional pela Câmara de Aljustrel", lamentou, explicando que, através das duas comunicações e das cinco notificações, a autarquia questionou a DSRA da DGEstE sobre como vai ser assegurado o transporte das crianças entre Rio de Moinhos e Aljustrel e se os custos associados "não justificarão antes contratar um professor e manter a escola aberta".
De acordo com Nelson Brito, se até ao final desta sexta-feira "não houver uma resposta da parte do ministro", os pais e alunos de Rio de Moinhos vão na segunda-feira, 22, de manhã protestar junto à DSRA da DGEstE, em Évora, e tentar ser recebidos pela directora dos serviços.
Já em Vila Ruiva, no concelho de Cuba, desde segunda-feira que os 15 alunos se apresentam na escola que o Ministério mandou fechar, faltando às aulas na escola de Vila Alva, a escolhida pela tutela mas que não é aceite pelos pais.
"As crianças jamais irão para Vila Alva", mas o protesto foi desbloqueado e, a partir de segunda-feira, 22, os 15 alunos e outros dois que entretanto se matricularam vão frequentar a escola do primeiro ciclo do ensino básico de Cuba, conforme acordado na quinta-feira entre os pais e o director do estabelecimento de ensino, disse à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Vila Ruiva, Raúl Amaro.
Entretanto, "aguardamos o resultado do recurso" da decisão tomada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja de chumbar a providência cautelar que foi interposta para evitar o fecho da escola de Vila Ruiva.

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Correio Alentejo

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