Alentejo contesta o novo mapa das regiões de turismo

Alentejo contesta o novo

A Turismo do Alentejo aponta “uma incongruência” à nova lei da reorganização das entidades regionais de turismo, discordando da integração da Lezíria do Tejo na região.
“É um equívoco complexo e uma situação que não faz sentido nenhum e, por isso, achamos que deve ser corrigido”, argumentou à Agência Lusa o presidente da Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva.
Por estar “preocupada” com esta divisão territorial prevista no diploma, que foi aprovado no Parlamento no passado dia 15 de Março, a Turismo do Alentejo já enviou uma carta para a Presidência da República.
Segundo a Entidade Regional de Turismo do Alentejo, que deu conhecimento da carta ao secretário de Estado que tutela a área, Adolfo Mesquita Nunes, esta preocupação é partilhada pelos restantes presidentes das entidades regionais de turismo.
Na nova lei, refere a Turismo do Alentejo, existe “uma incongruência entre o conceito de Áreas Promocionais e a nova conformação territorial” que é definida para a organização regional de turismo.
Esta mesma divisão, pode ler-se no comunicado da Turismo do Alentejo, passa a estar alinhada com a divisão do país por NUT II, ou seja, pelo segundo nível da Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos.
O diploma sobre a reorganização turística estabelece a existência de cinco entidades regionais de turismo no país, correspondentes às cinco NUT II.
Mas, no caso do Alentejo, tal significa que, além dos 47 concelhos da região (distritos de Beja, Évora, Portalegre e municípios do Litoral Alentejano), estão também incluídos os 11 da Lezíria do Tejo.
Estes municípios estavam antes sob tutela da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale do Tejo, passando agora a integrar as estratégias de promoção interna e o marketing internacional do Alentejo.
Para a Turismo do Alentejo, esta situação “retira o direito de intervenção promocional à região de Lisboa e Vale do Tejo sobre aquele território” e, ao mesmo tempo, “desvirtua as já estruturadas marcas turísticas de cada destino”, nomeadamente da região alentejana.
“Não tem lógica nenhuma, nem para Lisboa e Vale do Tejo, nem para o Alentejo, que nunca fez a promoção turística destes concelhos da Lezíria do Tejo”, sublinhou Ceia da Silva.
Face à iminência da lei entrar em vigor, a Turismo do Alentejo reclama, por isso, a alteração da mesma, com a rectificação desta situação “totalmente inapropriada, para não dizer absurda”.

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Correio Alentejo

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