Castro Verde exige reforço dos cuidados de saúde no concelho

Castro Verde - SUB

A Assembleia Municipal de Castro Verde aprovou, na segunda-feira, 28, por unanimidade, uma moção em defesa da manutenção e reforço dos cuidados de saúde de proximidade no concelho.

No documento, apresentado pela bancada da CDU e enviado ao “CA”, é sustentado que a aplicação da nova legislação sobre a contratação de médicos-tarefeiros pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) pode fazer com que o número de utentes sem médico de família no concelho “aumente dos atuais 1.546 para 5.129, comprometendo o acesso regular aos cuidados de saúde primários por parte de uma parte significativa da população”.

“As populações das freguesias de Entradas, Casével, Santa Bárbara de Padrões e Sete ficarão privadas de assistência médica semanal de proximidade, enquanto na freguesia de São Marcos da Ataboeira a prestação de cuidados de saúde ficará dependente da disponibilidade da única médica com vínculo ao Ministério da Saúde, evidenciando a extrema fragilidade das respostas existentes”, pode ler-se.

Nesse sentido, a moção aprovada rejeita “a redução da prestação dos cuidados de saúde de proximidade no concelho de Castro Verde decorrente da aplicação do Decreto-Lei n.º 115/2026” e exige ao Governo “uma solução imediata, salvaguardando os direitos das populações do concelho e garantindo a manutenção e o reforço dos atuais serviços de saúde de proximidade”.

O documento, que será enviado, entre outros, ao primeiro-ministro e à ministra da Saúde, reivindica ainda “a adoção de medidas que garantam médico de família para todos os utentes, através da contratação de profissionais de saúde, e da criação de condições

efetivas para a sua fixação no interior do país”.

A moção manifesta igualmente o seu apoio à “Tomada de Posição pela Defesa do Direito à Saúde” assumida pelas juntas de freguesia do concelho de Castro Verde e “aos esforços desenvolvidos pela Câmara Municipal, e pelas ações em defesa do SNS”, assim como “a sua solidariedade para com as iniciativas coletivas de génese comunitária que defendem a manutenção e reforço dos serviços atualmente disponíveis”.

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