Rádio Finezas “liga” comunidade escolar de Castro Verde

Fausto Ferreira é o “homem do leme”. Cabe a este jovem de apenas 17 anos coordenar e conduzir as emissões semanais em direto da Rádio Finezas, um projeto que está “no ar” há cerca de quatro anos no Agrupamento de Escolas de Castro Verde e que permite a alunos e professores descobrirem “o gosto pelas palavras ditas ao microfone, aprendendo e ensinando a comunicar”.

“Às quintas-feiras temos a emissão em direto. Eu coordeno, a Francisca [Gonzalez] faz a informação e a Maria [Tadeu], o Ana, o Bernardo e o Simão são locutores”, explica ao “CA” Fausto Ferreira, aluno do 12º ano na área da Ciência e Tecnologia.

A partir do momento em que acaba o direto, continua o jovem, “começamos a preparar a próxima emissão”. “Vemos quais são as datas importantes próximas dessa emissão e que tipo de conteúdos vamos preparar, como rúbricas ou entrevistas”, acrescenta.

A Rádio Finezas é um caso quase único nas escolas portuguesas. O projeto nasceu, há cerca de quatro anos, pela “mão” do professor Joaquim Rosa e desde então tem vindo a crescer, envolvendo alunos dos vários ciclos de ensino do Agrupamento de Castro Verde e tornando-se num espaço “de aprendizagem, partilha e participação, onde a escola ganha voz e se faz ouvir dentro e fora dos seus muros”.

“A rádio é uma excelente forma de comunicar e mostrarmos à comunidade escolar tudo o que fazemos. Além disso, utilizamos também a rádio para divulgar algumas questões culturais da vila, que é pequena mas faz imenso”, explica Cátia Santos, professora de Ciências, Biologia e Geologia e uma das dinamizadoras da Finezas.

“O nosso objetivo não é ter uma equipa restrita, mas sim que este seja um projeto do Agrupamento e que todos os ciclos de ensino possam colaborar e participar nele”, explica a professora Vânia Prata.

Para esta docente, a rádio tem ainda o “condão” de permitir aos alunos “aprender a comunicar de maneira diferente”, desenvolvendo “outro tipo de competências e skills cada vez mais importantes para o contexto profissional que se avizinha”.

Ou seja, “além de ser um meio de comunicação, é um módulo em que os alunos podem desenvolver outro tipo de competências que nas aulas não é possível”, reforça Vânia Prata, professora de TIC e também dinamizadora da rádio.

Uma das ambições da equipa da Rádio Finezas tem sido envolver toda a comunidade escolar, ligando-a em torno do projeto. “Temos tentado que a rádio seja muito mais proativa, que apareça todas as semanas. E já se nota nos corredores – e até na sala dos professores – a vontade de nos trazerem alguma coisa”, conta Cátia Santos.

A equipa da Finezas quer também levar a rádio cada vez mais para fora das paredes da escola. Não literalmente, mas chegando a novos públicos, através de podcasts dinamizados por alunos (e professores) e gravados num estúdio criado recentemente.

“Gostamos de trazer pessoas para palestras e atividades na escola e achamos sempre estas não precisam de ser só ouvidas por aquelas turmas que estão para aquelas palestras”, observa Cátia Santos.

“A rádio é uma excelente forma de comunicar e mostrarmos à comunidade escolar tudo o que fazemos. Além disso, utilizamos também a rádio para divulgar algumas questões culturais da vila, que é pequena mas faz imenso”, frisa a professora Cátia Santos.

Além do mais, continua Vânia Prata, “antigamente a rádio era ouvida mais localmente, na escola”.

“Mas como agora temos a ambição que também seja ouvida lá fora, acabamos por querer mais preparação e vamos gravando, até para nos adaptarmos aos horários dos outros colegas e alunos que também querem participar. O nosso objetivo não é ter uma equipa restrita, mas sim que este seja um projeto do Agrupamento e que todos os ciclos de ensino possam colaborar e participar nele”, explica a professora.

Francisca Gonzalez é a “jornalista” de serviço na Rádio Finezas. Um trabalho que esta jovem de 14 anos, aluna do 9º ano, leva muito a sério e “com gosto”.

Antes de cada emissão “escolhemos os temas e depois fazemos as notícias sobre eles”, conta ao “CA” a aluna ao “CA”, reconhecendo que costuma ouvir rádio com o pai “nas viagens de carro”.

A acompanhá-la nas emissões está quase sempre Maria Tadeu, de 15 anos, também aluna do 9º ano, que faz locução nas emissões semanais. “Vim para a rádio porque queria experimentar uma coisa nova e gosto da parte de comunicar. Mas em direto sinto um bocado de pressão”, reconhece, entre risadas tímidas.

Apesar do entusiasmo com que encaram as emissões da Finezas, fazer rádio “profissionalmente” não é algo que esteja propriamente nos planos futuros de Maria e de Francisca. Já Fausto admite que essa não é uma porta que esteja completamente fechada.

“Tenho outros planos para o futuro, mas rádio era uma coisa que gostava de fazer. Não me importava mesmo nada”, remata.

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Correio Alentejo

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