A nova empreitada de recuperação ambiental da antiga área mineira de Aljustrel vai avançar no primeiro semestre deste ano e representa um investimento superior a 4,8 milhões de euros.
Em comunicado enviado ao “CA”, a Câmara de Aljustrel explica que a empreitada, promovida pela Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM), é “uma fase complementar à reabilitação hidrológico-ambiental que já anteriormente foi feita em diferentes intervenções e que permitiu, em diferentes períodos, reabilitar a antiga zona de Algares”.
Apresentadas, no início da semana, pela EDM à secretária de Estado da Energia, Maria João Pereira, e à autarquia, as obras têm um prazo de execução de 12 meses e vão ser cofinanciadas pelo programa operacional regional Alentejo 2030.
De acordo com o município, a intervenção “contempla o confinamento de 350.000 metros cúbicos (m³) de solos contaminados e o revestimento de uma área de aproximadamente 120.000 metros quadrados (m²) de escombreira exposta”.
Em simultâneo, “será também feita a renaturalização de uma grande área de solos inaptos e modelação de áreas com carências topográficas, bem como a construção de linhas auxiliares e complementares de drenagem de águas pluviais”, acrescenta.
A intervenção da EDM na antiga área mineira de Aljustrel “incidirá, ainda, no reforço da galeria ripícola, no reforço e preservação do património arqueológico-mineiro e na recuperação da área mineira de Algares do ponto de vista ambiental e paisagístico”.
A estas intervenções juntam-se também “a recolha de águas sub-superficiais lixiviadas resultantes da percolação pela base da escombreira, bem como o encaminhamento para ponto de controlo e posterior condução para tratamento”, refere a autarquia.
Esta fase complementar de recuperação ambiental da antiga área mineira de Aljustrel surge depois da EDM ter promovido, entre 2006 e 2015, quatro empreitadas no local, num investimento total que ascendeu a cerca de 11,9 milhões de euros.












