“FC Castrense deve estar no Campeonato de Portugal”

Carlos Guerreiro (FCC _ set 2023)

De regresso a Castro Verde e ao FC Castrense, Carlos Guerreiro assume a ambição de ter uma equipa a lutar pela vitória em todos os jogos num campeonato distrital da 1ª divisão que antevê “giro” e “muito mais equilibrado”.

Está de regresso a Castro Verde e ao FC Castrense ao fim de mais de uma década. Foi um convite que aceitou de imediato?

Foi um convite que me surpreendeu, tal como a muitas pessoas do futebol distrital. O Ruben [Vaz] fez um excelente trabalho na equipa do FC Castrense e muitas das coisas que temos hoje foi por darmos continuidade àquilo que era o seu trabalho. É um dos bons clubes da região, onde chego mais maduro, onde tenho muitas pessoas de que gosto e de uma zona onde tenho algumas raízes familiares da parte do meu pai. Mas acima de tudo, aceitei pela paixão pelo jogo e pelo treino. O futebol está enraizado dentro de mim e tenho o privilégio de já ter treinado as grandes equipas do nosso distrito e em todas elas já ter regressado ou convidado para regressar – à exceção do Moura AC, de onde saí a época passada. Essa “marca” que deixamos, em termos desportivos e pessoais, nos clubes é fundamental para quem anda nisto de forma apaixonada, mas sem viver do futebol.

O que é que a direção do FC Castrense lhe pediu? Ser campeão distrital?

Aquilo que a direção nos pediu foi compromisso e entrega em todos os jogos, pois o ADN do FC Castrense é jogar todos os jogos para ganhar. Como já tenho dito, isto é brincar com as palavras, pois uma equipa que quer ganhar todos os jogos naturalmente que, se conseguir, no fim será campeã. Esta equipa, no ano passado, não foi campeã por um golo no último segundo, mas cada campeonato tem a sua história… O que prometemos é trabalho e manter os pergaminhos do clube, dentro e fora de campo. Mas não me foi pedido diretamente o título.

Mas sente que poderá haver essa “pressão” por parte dos sócios? O FC Castrense fez a “dobradinha” nas taças nas últimas duas épocas, mas desde 2016-2017 que não é campeão distrital…

Falamos muito dentro do grupo sobre aquilo que é a pressão de jogar no FC Castrense e de jogar sempre para ganhar. Essa é uma pressão com que temos de conviver, porque quem não a quiser ter não pode jogar no FC Castrense. E quando não tivermos, é porque já não conseguimos esses objetivos! Portanto, é a pressão boa de andar no desporto e nas equipas grandes, que é andar a jogar para ganhar. Queremos que os sócios nos apoiem e pensamos que o FC Castrense é uma equipa que deve estar no Campeonato de Portugal – poderia ter estado já esta época, mas a sua direção optou por mão aceitar o convite. Mas é mais um ano que passa e que vai ajudar o projeto desta direção da solidificar-se e, naturalmente, seja neste ano ou nos próximos, ambicionará sempre a subida. É uma pressão que podemos assumir, porque sabemos onde estamos!

Aquilo que a direção nos pediu foi compromisso e entrega em todos os jogos, pois o ADN do FC Castrense é jogar todos os jogos para ganhar.

Que espera do campeonato distrital da 1ª divisão nesta temporada?

Acho que vai ser um campeonato muito mais equilibrado que o ano passado, com um lote de equipas melhor apetrechadas. Perspetivamos um campeonato giro, interessante, onde o FC Castrense vai tentar lutar pela vitória.

O modelo competitivo, de novo apenas com uma fase, agrada-lhe?

Acho que o modelo anterior era muito mais competitivo se queremos melhorar o nosso futebol distrital…

Mas a maioria dos clubes parece não achar isso.

Naturalmente e cada um tem a sua opinião. Na minha perspetiva, acho que se colocarmos mais vezes os melhores a jogar com os melhores, evoluem os clubes e os atletas e torna-se o campeonato muito mais competente. São esses jogos que os adeptos também mais gostam e que são bons em termos de receitas para os clubes. Mas pronto, a Associação [de Futebol de Beja] é formada por clubes, gere a vontade das pessoas e a maioria optou por voltarmos ao modelo de duas voltas. É com esse que temos de trabalhar.

Neste modelo não faria sentido voltar a ter 14 equipas no campeonato?

Quando me foi pedida a opinião, foi uma das coisas que disse: a termos uma série única, que voltássemos a ter um campeonato a 14. A ser [uma competição] a 12 – porque na altura já se falava que o Mértola United pudesse desistir – que se mantivesse o modelo [com duas fases]. Acho que assim é uma regressão… Mas foi assim que foi decidido e é assim que será!

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