BE quer água do Pomarão apenas para abastecimento público

Pomarão

O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) apresentou na Assembleia da República um projeto de resolução, onde defende que a água da zona do Pomarão, no concelho de Mértola, seja utilizada apenas para consumo das populações.

O projeto, debatido nesta terça-feira, 29, na reunião da Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia, surge depois do anúncio de procedimento que visa “Aquisição de Serviços para Elaboração do Projeto de ‘Reforço do Abastecimento de Água ao Algarve – Solução da Tomada de Água no Pomarão’”, já publicado em Diário da República e que tem o preço-base de 2,1 milhões de euros.

Segundo o BE, o projeto prevê a execução de uma captação de água no rio Guadiana, na sua zona estuarina, junto à margem direita perto da povoação de Mesquita, praticamente em frente ao Pomarão e a montante da confluência do rio Chança.

A partir desta captação desenvolver-se-á uma tubagem adutora que irá transportar a água

captada até à albufeira da barragem de Odeleite, ou seja, “na prática, esta captação em Pomarão (Mértola) no rio Guadiana destinar-se-á a abastecer a região do Algarve”, , inclusive “as grandes plantações de abacate e de outras culturas com elevada necessidade de água”.

Uma possibilidade que leva o BE a defender que, “existindo o investimento na captação do Pomarão, a sua primeira prioridade deve ser o abastecimento doméstico local e, sempre que necessário, o abastecimento doméstico à região do Algarve”, e não servir “para manter práticas insustentáveis e desadequadas às condições da região do Algarve.

Nesse sentido, os bloquistas propõem ao Governo que o investimento no “Reforço do Abastecimento de Água ao Algarve – Solução da Tomada de Água no Pomarão” tenha “como primeira prioridade o abastecimento doméstico, nomeadamente das populações envolventes e sempre que necessário da região do Algarve”.

Os bloquistas querem ainda que o projeto “não se destine a manter ou a aumentar a área e o consumo de água de culturas insustentáveis e que a agricultura da região do Algarve seja adaptada às condições e aos recursos existentes”.

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