VMER do Litoral Alentejano celebra quarto aniversário

VMER do Litoral Alentejano

A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Litoral Alentejano assinala este sábado, 16, quatro anos de actividade com uma acção de formação em suporte de vida.
A formação em suporte básico de vida decorre durante a manhã em Santiago do Cacém e será destinada a um total de 60 pessoas.
O ensino, teórico e prático, é feito pela Associação para a Formação em Reanimação (Alento), ficando os formandos com um certificado em suporte básico de vida reconhecido pelo Conselho Português de Ressuscitação, explica à Agência Lusa o enfermeiro responsável pela VMER, João Barros.
A iniciativa é destinada aos cidadãos comuns e João Barros considera que o objectivo foi alcançado, uma vez que, além de profissionais de saúde, o grupo de inscritos inclui desde desempregados a professores e engenheiros de diferentes áreas, entre outros.
O enfermeiro considera “essencial” ter conhecimentos de suporte básico de vida, um “conjunto de manobras simples que permitem salvar vidas”, sendo “quase um dever cívico”.
Com a formação que vão receber este sábado, os cidadãos ficam também capacitados para reconhecer uma situação de perigo e ligar para o número de emergência (112), transmitindo informações que ajudam na decisão do meio de assistência a enviar para o local.
“Perceber se está consciente ou inconsciente, se respira ou não respira, isto são informações importantes para desencadear todo o sistema integrado de emergência médica”, esclarece João Barros.
No evento, organizado em parceria com a Associação de Emergência Pré-Hospitalar do Litoral Alentejano (EPHLA), os participantes vão ficar a conhecer para que serve e o que fez a VMER nos primeiros quatro anos de actividade.
Desde 2009, a viatura, sediada no hospital da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, que abrange os concelhos de Alcácer do Sal, Grândola, Odemira, Santiago do Cacém e Sines, foi activada mais de 3.700 vezes, tendo assistido cerca de 3.750 vítimas (uma média de 2,5 por dia).
Raras vezes a VMER do Litoral Alentejano esteve inoperacional (0,4% do tempo), indica João Barros, devendo-se as paragens a avarias na viatura e no material, manutenção dos equipamentos e falta de médicos (apesar de a equipa médica incluir 15 a 20 clínicos).
Segundo o responsável, a esmagadora maioria das chamadas diz respeito a problemas médicos, como a dor torácica (15% dos casos), o que “faz todo o sentido” para o enfermeiro.
Em caso de suspeita de enfarte agudo do miocárdio, a equipa da VMER, constituída por um médico e um enfermeiro, “consegue fazer um diagnóstico no local e encaminhar a vítima não para a unidade local de saúde mais próxima, mas para a mais adequada”, com uma unidade de hemodinâmica.
João Barros defende, por isso, que este equipamento garantiu “uma melhoria significativa” dos cuidados de saúde à população do Alentejo Litoral.

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Correio Alentejo

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