Vito Carioca destaca impacto do IPBeja no desenvolvimento do Baixo Alentejo

Vito Carioca destaca impacto do IPBeja no desenvolvimento do Baixo Alentejo

O Instituto Politécnico de Beja (IPBeja) tem “induzido uma forte dinâmica sócio-económica na região” ao longo dos seus 33 anos de existência, defendeu esta sexta-feira, 9, o presidente da instituição.
No seu discurso durante a cerimónia que assinalou o Dia do IPBeja e a abertura solene do ano lectivo 2012-2013, Vito Carioca notou que a “mudança que se tem constado no território nos últimos anos” na região “foi devidamente acompanhada por um reajustamento na dinâmica de funcionamento” do Politécnico bejense, que soube ajustar “a sua missão às novas demandas e necessidades de resposta nos domínios agrícola, ambiental, turístico, energético e formativo”.
A comprovar este tese, o presidente do IPBeja revelou alguns dados preliminares do estudo quase concluído sobre o impacto da instituição na região, nomeadamente na actividade económica do concelho de Beja, que “ascende a cerca de 50 milhões de euros anuais”, valor “que representa 4,5 vezes” mais que a verba recebida pela instituição através do Orçamento de Estado.
De acordo com o mesmo documento, continuou Vito Carioca, o IPBeja “é o terceiro maior empregador do distrito [com 342 postos de trabalho directos], sendo responsável por um rendimento global anual de 19,1 milhões de euros no concelho de Beja”.
Ao mesmo tempo, “os gastos dos funcionários, pessoal docente e não docente, ascendem a um valor médio diário de 37 euros por dia, o que perfaz um valor total anual de 4,5 milhões euros”, enquanto que “os custos com consumos culturais ascendem a 128 euros por mês, num total individual de 1.536 euros por ano”.
“No caso dos alunos, esse valor [gasto com consumos culturais] totaliza 211 euros por mês, ou seja, um total individual de 2.528 euros anuais”, acrescentou Vito Carioca.
Durante o seu discurso, o presidente do IPBeja lamentou igualmente que a dotação orçamental para 2013 preveja “uma redução de 10,48%” no orçamento da instituição relativamente a 2012, em que o Politécnico recebeu pouco mais de 11 milhões de euros do Estado.

<b>Desafios de futuro</b>
A cerimónia que assinalou o Dia do IPBeja e a abertura solene do ano lectivo 2012-2013 contou igualmente com a presença do secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, o bejense Carlos Moedas, que aproveitou a ocasião para elogiar o papel dos institutos politécnicos enquanto “instituições à prova do futuro”, tendo “um lugar central na criação de uma economia mais equilibrada e mais amiga das empresas, que gera conhecimento e emprego”.
“Estou certo que o IPBeja continuará o seu inestimável papel ao serviço das gentes desta região, ao serviço do desenvolvimento do Alentejo, ao serviço do país. Muito têm feito, muito ainda farão”, vincou Moedas.
Antes do governante e do presidente do IPBeja discursaram ainda os presidentes da Câmara de Beja, Jorge Pulido Valente, e do conselho geral da instituição, João Paulo Ramôa.
Na sua intervenção, Pulido Valente defendeu que a “instalação do IPBeja foi lufada de ar fresco e um factor decisivo para contrariar o processo de despovoamento acelerado” da região, para depois propor a criação em Beja de um pólo do recém-criado Instituto do Território.
Já João Paulo Ramôa assinalou o facto do IPBeja estar a passar por “um dos momentos mais difíceis da sua longa existência, tendo de procurar ajustar-se muito rapidamente à realidade”, onde há “menos dinheiro, menos alunos e maior competitividade das instituições de ensino superior”, além de “uma racionalização de recursos humanos e de novas parcerias que abalarão, e muito, os paradigmas e o conforto do passado”.
“Mas tudo leva a crer que podemos atravessar esta difícil fase de adaptação com sucesso”, vincou Ramôa, que no seu discurso deixou também patente uma preocupação “antiga, mas ainda sentida” – “O IPBeja ainda está muito longe do tecido empresarial e o apoio prestado é pouco e casual”, argumentou.

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Correio Alentejo

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