Visitas guiadas celebram os 500 anos do Palácio D. Manuel

Visitas guiadas celebram os

As "memórias históricas" do Palácio D. Manuel, em Évora, que era a ala da Rainha do antigo Paço Real da cidade, estão a ser desvendadas em visitas guiadas para assinalar os 500 anos da sua edificação.
O "percurso histórico" desvenda "o que ainda resta" do antigo Paço Real e alguns "elementos" que permitem "vislumbrar o que foi o apogeu do conjunto palaciano dos reis" na cidade, explica à Agência Lusa Francisco Bilou, da Câmara de Évora.
As visitas guiadas, a cargo do Município, integram o projecto "Passo a Paço", que a autarquia promove até Outubro para dar a conhecer o Palácio D. Manuel, projectado pelo mestre pedreiro Martim Lourenço, ainda no reinado de D. Manuel I, entre os anos 1513 e 1516.
A Igreja de São Francisco, a antiga cisterna do paço real, localizada na cave do mercado municipal, as ruínas fingidas, o busto do arquitecto e pintor José Cinatti e o próprio Palácio D. Manuel são os locais do percurso.
Francisco Bilou conta que o que é hoje o Palácio D. Manuel "era parte da ala da Rainha", que estava "unida" por uma "espécie de varanda" à ala do Rei, num espaço contíguo e anexo à Igreja de São Francisco, que "já desapareceu".
De acordo com o responsável, em meados do século XVI, o Paço Real de Évora foi "um dos grandes palácios reais portugueses, talvez o mais importante logo a seguir a Lisboa", tendo sido habitado por D. João II, D. Manuel I e D. João III.
Mas, "a família real abandonou o edifício no século XVII" e "Filipe II de Portugal acabou por doar o palácio aos frades franciscanos", realça Francisco Bilou, referindo que, a partir dessa altura, "os reis quando iam a Évora nunca ficavam hospedados no palácio".
Assinala que "uma das últimas funções do Palácio D. Manuel, no século XVIII, foi o de armazém de guerra" e que, mais tarde, no princípio do século XIX, "foi doado à Câmara", tendo funcionado como "um dos primeiros teatros" da cidade.
"Nos anos 40 [do século XX], foram feitas obras para adaptar o palácio para ser o gabinete da presidência da Câmara de Évora, o que nunca veio a acontecer, e, desde os anos 50, que se tornou naquilo que é hoje, uma sala polivalente de exposições", indica.

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Correio Alentejo

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