Vila Nova de Milfontes espera "enchente" de turistas no Verão

Vila Nova de Milfontes espera "enchente" de turistas no Verão

É uma espécie de “milagre da multiplicação”!
Com a abertura da época balnear Vila Nova de Milfontes transfigura-se do dia para a noite e passa dos cerca de 6.000 residentes habituais para uma população de quase 40 mil pessoas.
Um aumento que representa um importante “fôlego” para a economia local, mas que não deixa de provocar algumas dores de cabeça e insónias aos autarcas locais.
“Tentamos acudir como podemos, pois não temos estruturas para tanta gente”, admite ao “CA” o presidente da Junta de Freguesia local, dando o exemplo da Estação de Tratamento de Águas Residuais (cuja construção só estará concluída em Outubro) e da rede de abastecimento de água. “Os consumos de água disparam e como as condutas são bastante antigas temos sempre roturas nesta altura. O problema só vai ficar resolvido quando for implementado o Polis Litoral Sudoeste”, acrescenta José Gabriel Lourenço, eleito desde 2009 pelo PSD.
Outra dificuldade causada pelo aumento repentino de população durante os meses de Verão em Vila Nova de Milfontes é o sistema de recolha de resíduos, que se revela insuficiente perante tamanha multidão.
“Os resíduos são, efectivamente, um grande problema! Não só os domésticos, como os comerciais ou de pequenas obras”, nota o autarca, revelando que na época alta a Junta de Freguesia costuma dar uma “resposta de retaguarda” nessa área.
Mas apesar destas dificuldades, José Gabriel Lourenço espera ansiosamente pela chegada massiva de turistas à freguesia banhada pelas águas doces do Mira e pelas ondas salgadas do Atlântico.
“O turismo é efectivamente a principal fonte de rendimento da freguesia”, diz, não escondendo esperar uma enchente neste Verão.
“Vila Nova de Milfontes tem três parques de campismo que este ano, com todas as dificuldades económicas e financeiras das famílias, de certeza absoluta que vão esgotar”, antevê José Gabriel, que não poupa nos elogios às praias e à beleza natural da freguesia.
Qualidades que levam o autarca a admitir que Milfontes necessitava de um empreendimento turístico de outro nível, que lhe permitisse “dar um salto qualitativo” em termos de oferta hoteleira.
Um projecto que pode mesmo vir a nascer na zona dos Alagoachos, numa área de 13 hectares, pela mão de investidores nacionais.
“Milfontes precisa de qualquer coisa de qualidade, que faça a diferença”, argumenta.

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Correio Alentejo

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