Universidade de Évora precisa de três milhões para reposição dos cortes

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A reitora da Universidade de Évora (UÉvora), Ana Maria Costa Freitas, alerta que a academia precisa de um reforço da dotação orçamental na ordem dos três milhões de euros para compensar a reposição dos cortes salariais.
Em declarações à Agência Lusa, a responsável diz que o impacto do acórdão do Tribunal Constitucional, que "chumbou" os cortes dos salários dos funcionários públicos acima dos 675 euros, na UÉvora, "é de cerca de 400 mil euros por mês", o que dá "à volta de três milhões de euros" até ao final deste ano.
"Não há nenhuma universidade portuguesa que consiga pagar os salários sem cortes durante mais de dois meses", afirma, alertando que, "ao fim de três meses, haverá ruptura em todas" as academias do país.
No caso da UÉvora, Ana Maria Costa Freitas adiantou que tem verba "para pagar, mais ou menos, dois meses", mas, no mês seguinte, "o seu funcionamento fica inviabilizado em termos de tesouraria".
A reitora adianta que a UÉvora vai pagar, a partir de Julho, com retroactivos de Junho, os salários aos funcionários sem os cortes impostos pelo Governo e declarados inconstitucionais, cumprindo a decisão do Tribunal Constitucional.
A responsável realçou que o actual modelo de financiamento das instituições de ensino superior "é baseado em anos civis, enquanto as universidades funcionam em anos lectivos", o que "torna muito difícil uma gestão eficiente das instituições".
Nesse sentido, defende que as universidades deviam "ter um financiamento plurianual".

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Correio Alentejo

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