Trienal do Alentejo mostra arte contemporânea em Évora

Trienal do Alentejo mostra

Quatro exposições de arte contemporânea inspiradas no património e no imaginário do Alentejo, dos artistas Ricardo Calero, Rodrigo Bettencourt da Câmara, Michael Petry e Eugenio Ampudia, vão ser apresentadas em Évora a partir desta quarta-feira, 1.
A iniciativa está a cargo do projecto Trienal no Alentejo (TnA) e as exposições e instalações, que vão estar patentes em três espaços da cidade, resultam de residências que os artistas realizaram na região.
O espanhol Ricardo Calero, que faz fotografia, vídeo, desenho e escultura, apresenta no Museu de Évora os materiais resultantes da instalação “Espaço de Pensamentos II”, uma “escultura nómada” e “espaço de programação onde se travam conversas sobre cultura, arte e património”, diz a TnA.
A obra em ferro, construída nos estaleiros da Lisnave e inspirada nas chaminés alentejanas, patente desde Junho numa praça de Évora, protagoniza as imagens captadas durante a residência do artista no Alentejo e a fase de produção e transporte da peça para a cidade alentejana.
Trata-se de “uma homenagem à paisagem natural e arquitetónica alentejana”, frisa a organização.
No Museu de Évora vai estar patente, igualmente, a exposição “Museografia”, do português Rodrigo Bettencourt da Câmara, que propõe um olhar sobre algumas das peças que integram o acervo da instituição museológica.
“Este projecto fotográfico constitui-se como um olhar atento sobre a diversidade de objetos de pequenas dimensões que compõem o espólio” do Museu de Évora, diz a organização.
Outra das exposições vai ‘ocupar’ o Palácio dos Duques de Cadaval e intitula-se “Libations”, da autoria do norte-americano Michael Petry, artista internacionalmente exposto e diretor do Museu de Arte Contemporânea MOCA, em Londres (Inglaterra).
A mostra evoca “a tradição vitivinícola no Alentejo associada ao simbolismo da talha como objecto usado para transportar oferendas”, refere a TnA.
Esta quarta-feira, a propósito da inauguração, decorre uma performance que consiste numa “homenagem à Deusa Diana, a caçadora, com recurso ao tiro com arco contra uma parede revestida a cortiça produzida na região”.
Quanto ao espanhol Eugenio Ampudia, pintor, escultor, curador e artista multimédia, mostra na Biblioteca Pública de Évora a sua obra “Dónde Dormir #4 Biblioteca”, filmada em Portugal, no Palácio da Ajuda, a convite da TnA.
A inauguração do trabalho multimédia de Ampudia é acompanhada por uma ‘noite branca’ na Biblioteca Pública, em que o público vai poder dormir no espaço da exposição.
A TnA é organizada pela Associação Aspas e Parênteses e tem como objectivo trazer à região alentejana artistas significativos da arte contemporânea.
Do novo ciclo de programação do projecto, a decorrer em Outubro, consta ainda a inauguração da instalação “Dormente de Mó”, de Perrine Lacroix, no dia 17, na Casa de Burgos, também em Évora.

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Correio Alentejo

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