Trabalhadores da Resialentejo iniciam paralisação de três dias

Trabalhadores da Resialentejo

Os funcionários da empresa municipal Resialentejo, sedeada no concelho de Beja, iniciam esta segunda-feira, 22 de Junho, uma greve de três dias, até quarta-feira, 24.
A paralisação foi decidida no início do mês em assembleia de trabalhadores e visa demover a administração a cumprir uma série de reivindicações.
Em comunicado enviado ao “CA”, a Comissão de Greve da Resialentejo explica que a paralisação foi aprovada “por unanimidade” e visa reivindicar junto da administração da empresa uma gestão participada, o cumprimento dos estatutos em relação à criação e funcionamento do Conselho Consultivo, a extinção do cargo de director-executivo como cargo politico e a abertura de concurso público para selecção e recrutamento do mesmo, “não condicionada à duração dos mandatos do órgão executivo e com a participação e parecer vinculativo da Comissão de Trabalhadores”.
O pagamento integral das dívidas por parte dos municípios à Resialentejo, fomentar a responsabilidade social da empresa, avançar com a actualização do Acordo de Empresa, a definição de uma estratégia de médio-longo prazo com objectivos e a realização de uma reunião anual entre a administração e os trabalhadores para apresentação dos objectivos, orçamento e plano de actividades são outras das reivindicações dos trabalhadores.
Na altura em que foi anunciada a greve, o presidente do conselho de administração da empresa municipal felicitou os funcionários da Resialentejo por terem criado uma Comissão de Trabalhadores, mas lamentou que estes tenham vindo para a “praça pública” discutir questões do foro interno.
“Estamos mandatados para gerir a empresa e muitas questões colocadas são da competência do conselho de administração e não deveriam ser colocadas”, disse Tomé Pires, também presidente da Câmara de Serpa.

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Correio Alentejo

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