Sines aprovou orçamento para 2011 na ordem dos 51 milhões de euros

Sines aprovou orçamento para 2011 na ordem dos 51 milhões de euros

O orçamento da Câmara de Sines para 2011, aprovado por maioria, prevê um aumento de 4,7 milhões de euros em comparação com o do ano anterior, a maior parte graças a investimentos comparticipados por fundos comunitários.
A subida orçamental deve-se sobretudo “ao volume de investimentos a realizar” no âmbito de candidaturas aprovadas pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), com “80 por cento de co-financiamento comunitário”, disse o presidente do município, Manuel Coelho.
O orçamento da Câmara Municipal de Sines para 2011, já aprovado por maioria pela Assembleia Municipal, ronda os 51 milhões de euros, 26,5 milhões dos quais para investimentos e os restantes 24,6 milhões para despesas correntes.
A requalificação do centro histórico e da frente marítima da cidade e a construção dos novos centros escolares de Sines e de Porto Covo são alguns dos investimentos mais importantes e atingem, no global, os 14 milhões de euros.
Além disso, referiu o autarca, está em curso o processo de alargamento e de requalificação das vias de acesso a Porto Covo, num investimento de cerca de três milhões de euros.
Outra obra que não vai ter “custos relevantes para a autarquia”, afiançou, é o novo Pavilhão Desportivo de Sines, um projecto de cinco milhões de euros que marca o arranque da futura Cidade Desportiva, co-financiada pela Galp Energia.
Ao mesmo tempo que prevê um aumento dos investimentos, o orçamento camarário pressupõe a implementação de medidas para a “melhoria da organização e da qualidade dos serviços da Câmara”, com vista à “contenção de despesas e custos”. “A crise é uma evidência e obriga-nos a tomar essas medidas com maior celeridade”, reconheceu Manuel Coelho.
Segundo o presidente, “as áreas onde se gasta mais dinheiro em despesas correntes e onde é possível, necessário e benéfico reduzir despesas e custos” vão constar do futuro Plano Municipal de Contenção de Despesa 2011.
Para já, algumas das propostas passam pela redução de horas extraordinárias, ajudas de custo, processos de contratação e despesas com material de escritório, combustíveis e publicidade, assim como o corte de cerca de 20 por cento nos apoios às colectividades locais.
Na votação na Assembleia Municipal, o orçamento foi aprovado com os votos favoráveis do movimento independente que lidera a câmara e do presidente da Junta de Freguesia de Porto Covo (PS), mas recebeu os votos contra da CDU e a abstenção do PS, PSD e BE.

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Correio Alentejo

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