Apesar de ter nascido nas calles do bairro de Triana, na cidade espanhola de Sevilha (Espanha), a tradição do flamenco também é uma paixão no Campo Branco, através da nova associação Las Flamenquitas – Sevilhanas de Castro Verde, criada formalmente a 5 de dezembro de 2024, depois de mais um ano de ensaios e saídas um pouco por todo o concelho.
“Começámos sem ser associação em dezembro do ano passado e conseguimos consolidar o projeto. Então decidimos criar uma associação, porque queremos crescer, cativar mais pessoas e ter acesso aos apoios que existem”, conta ao “CA” Filomena Janes Semedo, a presidente da nova associação.
Foi a própria Filomena quem deu início a este projeto, em dezembro de 2023, numa altura em que as aulas de dança que frequentava em Beja terminaram. Lançado o “desafio” num grupo da rede social Facebook, foram mais de 70 as pessoas de Castro Verde interessadas em aprender a dançar flamenco e as aulas/ensaios começaram pouco depois, com uma professora vinda de Faro.
“A evolução tem sido boa. Acima de tudo, somos um grupo muito unido, de boa gente. Divertimo-nos muito e aprendemos todas umas com as outras”, diz Filomena Janes Semedo, revelando que a professora vem a Castro Verde “de 15 em 15 dias”.
“Depois treinamos sozinhas às terças-feiras. Além disso, temos uma aula-extra com uma professora espanhola um sábado por mês, que nos vem dar flamenco”, acrescenta.
Segundo Filomena Janes Semedo, dançar flamenco “exige muito treino”, mas mesmo assim o grupo consegue ter atualmente 23 elementos, “todas mulheres, dos oito aos 70 anos”.
Ao longo de pouco mais de um ano de existência, Las Flamenquitas já contabilizam quase duas dezenas de atuações, tendo passado por eventos como os festivais Sabores do Borrego ou Sete Sóis Sete Luas, ambos em Castro Verde.
Relativamente ao futuro da associação, Filomena Janes Semedo garante que são “vários os projetos em mente”. “A nossa ideia é podermos divulgar a associação e termos alguns projetos, como ir a lares ou instituições sociais dançar. Também queremos ir dançar às escolas e queremos ter merchandinsing nosso, para poderemos angariar algumas verbas”, conclui.












