Regadio e modelo de Alqueva geram crise na Federação das Associações de Agricultores

Regadio e modelo de Alqueva geram crise na Federação das Associações de Agricultores

A Associação de Agricultores do Baixo Alentejo (AABA) apresentou a sua demissão dos órgãos sócias da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) e deverá deixar de integrar a federação.
Na base desta decisão está a entrevista concedida ao “CA” pelo presidente da Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA), Castro e Brito, onde fez críticas severas ao modelo de gestão da Empresa do Alqueva. Essas posições levaram a Associação de Agricultores do Baixo Alentejo, “enquanto sócia e vogal” da direcção da federação, a decidir-se pela saída e, ao mesmo tempo, manifestar “a sua discordância” perante aquilo a que classifica como “afirmações pouco fundamentadas e meramente pessoais” de Castro e Brito.
No comunicado enviado às redacções, a AABA assume estranheza pelo facto de a entrevista ter sido “concedida uma semana antes” da apresentação e discussão de um estudo sobre o futuro modelo de gestão do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA), que será apresentado ao ministro da Agricultura no próximo sábado, dia 5.
Expectante quanto aos resultados desse estudo “e sobre as orientações nele apresentadas”, a AABA não deixa de defender para o EFMA “um enquadramento legal diferente daquele que se encontra em vigor para os aproveitamentos públicos hidroagrícolas existentes”.
Queixando-se que o presidente da FAABA “não convoca uma reunião com as suas associadas há mais de 18 meses”, a direcção liderada por Francisco Palma acusa Castro e Brito de falar assim “não em nome dos agricultores mas em seu nome pessoal”.

ABORO também toma posição
Em sentido inverso à posição da Associação de Agricultores do Baixo Alentejo, a Associação de Beneficiários da Obra de Rega de Odivelas (ABORO) afirma que há no comunicado afirmações levianas. A ABORO assume que a solução para a agricultura de regadio deve adoptar o “sucesso do modelo assente nas associações de regantes”.
Embora manifeste também alguma expectativa com o estudo que irá ser apresentado no próximo sábado, 5, a ABORO insiste que as associações de regantes “estão em posição privilegiada na gestão dos perímetros de rega”.
A culminar, no comunicado assinado pelo presidente da ABORO, Manuel Canilhas Reis, é ainda destacado que este assunto deve ser “tratado com verdade, elevação e em sede própria”

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Correio Alentejo

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