PSD rejeita críticas por falta de financiamento para requalificação da Secundária de Odemira

Vista da entrada da Escola Secundaria de Odemira Dr. Manuel Candeias

O deputado do PSD eleito por Beja, Gonçalo Valente, acusa a Assembleia Municipal de Odemira “de grande irresponsabilidade e má-fé”, garantindo que a falta de financiamento para as obras de requalificação da Escola Secundária deste concelho se deve aos governos do PS.

Em causa está a moção de repúdio, aprovada por unanimidade na reunião realizada a 26 de setembro, em que a Assembleia Municipal de Odemira manifesta “o seu profundo descontentamento e indignação perante o contínuo e inexplicável abandono a que a Escola Secundária de Odemira está votada por parte do Governo”.

No documento, apresentado pelo PS, é criticado o facto de o estabelecimento deste concelho não surgir entre os que vão beneficiar de financiamento, através do Banco Europeu de Investimento (BEI), para serem requalificados, em “favor de escolas noutros concelhos”.

Na resposta, o deputado do PSD por Beja afirma ser “de uma grande irresponsabilidade e má-fé a Assembleia Municipal de Odemira vir dizer que a Escola Secundária local ficou excluída de financiamento europeu para realização de obras, porque não corresponde de forma alguma à verdade”.

Em comunicado, Gonçalo Valente argumenta que, “se há alguém responsável por esta escola não ter sido, ainda, alvo de uma requalificação é por inteiro o PS”.

“Recordo também que a bancada do PSD na Assembleia Municipal de Odemira interveio vezes sem fim sobre este tema, deixando claro grande preocupação por não ver qualquer evolução neste processo”, frisa.

De acordo com o eleito laranja, “em 2022 foi assinado o acordo setorial entre o Governo socialista e a Associação Nacional de Municípios, para financiamento de um programa de reabilitação de escolas”, tendo a Secundária de Odemira sido classificada no nível P2 – Urgente.

“Não sendo as verbas ilimitadas, como todos compreenderão, não é possível proceder ao financiamento de todas as escolas ao mesmo tempo. Logo, os avisos vão sendo abertos de acordo com a urgência da intervenção anteriormente estabelecida, através da mesma fonte de financiamento, o BEI”, diz.

Gonçalo Valente afiança ainda que, “se a decisão é tecnicamente questionável do ponto de vista da justa distribuição de fundos, como é um ato de profunda injustiça territorial que agrava as assimetrias no interior alentejano, como diz a Assembleia Municipal, então não é a este Governo que deve imputar culpas, é ao anterior Governo socialista que não avaliou esta escola como muito urgente”.

O deputado do PSD anuncia igualmente que “nas próximas semanas vai abrir um novo aviso para as escolas abrangidas pela classificação urgentes (P2), como é o caso da escola secundária de Odemira, e financiadas pela mesma fonte, o BEI”.

Por isso, conclui, “que fique claro: a Escola Secundária de Odemira não ficou fora do financiamento europeu (como disse a AM de Odemira)” e “só não foi elegível para este primeiro aviso porque o Governo socialista não a classificou como muito urgente e as verbas disponíveis não permitem a intervenção em simultâneo de todas as escolas a intervir”.

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