PSD nega responsabilidades por orçamento chumbado em Almodôvar

PSD nega responsabilidades por

A Concelhia do PSD de Almodôvar rejeita qualquer tipo de responsabilidade no chumbo do Orçamento e Grandes Opções do Plano da autarquia local para 2016.
Os dois documentos foram rejeitados na passada sexta-feira, 30, com o voto contra dos vereadores do movimento “Independentes por Almodôvar” e do eleito do PSD/CDS-PP, Ricardo Colaço, que integra a tempo inteiro o executivo municipal.
Um chumbo que sucedeu apenas três dias após o PSD local ter revelado publicamente que revogou o acordo estabelecido em 2013 entre ambas as forças para os órgãos autárquicos do concelho, mas com a concelhia laranja a recusar responsabilidades no desfecho da reunião.
“Não fomos ouvidos pelo PS de Almodôvar, nem pelo executivo camarário, nem pelo presidente da Câmara, nem tão pouco pelo vereador Ricardo Colaço, no âmbito da discussão do Plano de Actividades e Orçamento 2016 do Município de Almodôvar, pelo que declinamos qualquer responsabilidade no chumbo dos documentos”, afirma o presidente do PSD de Almodôvar em comunicado enviado ao “CA”.
Sobre a revogação do acordo entre PSD e PS, Fernando Palma devolve “todas as críticas feitas” pelos socialistas e relembra “que foi compromisso da actual Comissão Política, perante os militantes da Secção, propor a revogação do acordo em Outubro de 2015, decisão tomada por unanimidade em plenário de militantes”.
“Não é nosso objectivo criar instabilidade ou quaisquer cenários de ingovernabilidade nos órgãos autárquicos. Para golpe de estado já basta o perpetrado pelo PS e pelo seu secretário-geral, que perdendo as eleições legislativas, se apresta para ser indigitado primeiro-ministro de Portugal”, acrescenta o líder social-democrata.
Fernando Palma vai mais longe e garante que o que para PSD “é incontornável” é “continuar a alimentar este status quo, que apenas interessa ao PS”.
“E que de nada vale ao PS tentar desviar as atenções de uma gestão autárquica frouxa, sem estratégia nem rumo certo, personificada por um executivo dividido, que está mais entretido com tricas pessoais, do que propriamente com a promoção do desenvolvimento do concelho”, conclui.

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Correio Alentejo

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