PSD de Beja critica relatório de infra-estruturas prioritárias

PSD de Beja critica relatório

A Distrital de Beja do PSD contesta o recente relatório sobre as infra-estruturas de elevado valor acrescentado, considerando tratar-se de "uma proposta ridícula".
"É uma proposta ridícula e só tem cabimento à luz de quem não conhece o território e seguramente fez uma avaliação dos projectos não saindo do conforto dos seus gabinetes", disse esta segunda-feira, 10, o presidente da Distrital de Beja do PSD, Mário Simões, numa conferência de imprensa em Beja sobre o relatório.
Segundo o também deputado do PSD eleito por Beja, o relatório "negligencia a coesão territorial, porque tem uma visão parcelar do território, aposta na litoralização do país, não favorece as regiões de baixa densidade e deve ter sido elaborado com base em pressupostos de lobbies que existem no país ligados às grandes áreas metropolitanas".
O grupo de trabalho para as infra-estruturas de elevado valor acrescentado apresentou ao Governo, no final de Janeiro, um relatório em que define 30 projectos prioritários de obras públicas até 2020, num investimento total de 5.103.8 milhões de euros.
Mário Simões disse que o PSD de Beja está "de acordo com a importância dos investimentos" relativos ao distrito referidos no relatório, mas contesta e refuta os prazos de conclusão propostos.
No sector rodoviário, o relatório propõe a conclusão da requalificação do troço Santa Margarida do Sado/ Beja do IP8 após 2016 e antes do fim do Quadro Comunitário de Apoio (QCA) para o período 2014/2020.
Mário Simões considerou a proposta do relatório "ridícula", frisando que aquele troço, além de ter "importância do ponto de vista económico e estratégico para o Baixo Alentejo", está, actualmente, "a por em causa a segurança rodoviária".
"Mais ridícula e absurda" é a proposta, no sector ferroviário, para conclusão após o QCA da electrificação do troço Casa Branca/ Beja, da Linha do Alentejo, disse, referindo que os autores começam por dizer que o relatório é para os próximos seis anos e, depois, propõem a electrificação do troço após 2020.
No sector aeroportuário, Mário Simões disse que as recomendações do relatório sobre o aeroporto de Beja"deixam muito a desejar", já que não falam das valências de carga e transporte de passageiros, o que "é um absurdo".
Segundo Mário Simões, o grupo de trabalho "seguramente não ouviu" a ANA – Aeroportos de Portugal, porque o presidente da empresa considera "um absurdo" a acessibilidade rodoviária para Beja, que, como está, "põe em causa" a estratégia para o aeroporto.
No sector rodoviário, o relatório omite investimentos "estratégicos" para o distrito de Beja e o Alentejo Litoral, como os troços do IC27 entre Alcoutim e Beja, do IC4 entre Lagos e Sines e do IP8 entre Beja e Espanha, lamentou.
Lembrando que o relatório está em discussão pública, Mário Simões disse que o PSD de Beja vai entregar ao Governo um documento com as suas propostas e a sua visão estratégica sobre o relatório.

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Correio Alentejo

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