PSD/ CDS e PS em campanha para as europeias na Ovibeja

PSD/ CDS e PS em campanha

A coligação “Aliança Portugal” (PSD/ CDS-PP) e o Partido Socialista aproveitaram a realização da 31ª Ovibeja para fazer campanha para as eleições europeias.
Na sua passagem pela feira, este domingo, 4, o cabeça-de-lista do PS disse que já nada espera do Governo, considerando irrelevante o modo como Portugal sairá do programa de assistência financeira, porque fundamental é saber o estado actual e futuro do país.
"O modo da saída é completamente irrelevante", afirmou Francisco Assis aos jornalistas, referindo que "as condições em que se vai processar a saída resultam mais de factores externos do que factores internos" e "a saída limpa não era uma exigência do PS", mas sim "a solução mais natural e que esteve prevista desde o primeiro momento".
As questões "fundamentais" são duas, ou seja, "o estado em que o país se encontra e quais são as perspectivas futuras" para Portugal e, "infelizmente, desse ponto de vista, já nada espero deste primeiro-ministro e deste Governo", disse.
Portugal "está melhor ou pior do que estava há três anos? A meu ver está muito pior, por duas razões: em primeiro lugar, porque não houve capacidade para fazer uma apreciação crítica dos efeitos das políticas aplicadas em resultado da entrada da ‘troika’ em Portugal e, em segundo lugar, porque o Governo, deliberadamente, foi muito mais longe do que aquilo que a ‘troika’ alguma vez preconizou", disse.
Segundo Francisco Assis, "só nos últimos dois anos, o valor da austeridade aplicada ao país foi duas vezes superior àquele que constava no memorando de entendimento assinado com a ‘troika’".
"Por opção própria do Governo, optou-se pela austeridade", a qual "teve resultados catastróficos para o país" dos pontos de vista económico, social e até das questões ligadas às finanças públicas, reforçou Assis.
Na resposta, o cabeça-de-lista da coligação PSD/ CDS-PP, Paulo Rangel, acusou o PS de “leviandade” por ter metido Portugal na “bancarrota” e trazido a “troika”, reiterando que “o período de verdadeiros sacrifícios acabou”.
“O período de verdadeiros sacrifícios acabou. Leviandade foi aquilo que fez o PS, que trouxe Portugal para a bancarrota”, disse Paulo Rangel aos jornalistas.
Segundo o cabeça-de-lista, “chamar levianos àqueles que, ao fim de três anos, fizeram um esforço enorme, que são os portugueses, para repor o país com crédito, com reputação, com credibilidade junto dos mercados internacionais, é que parece uma contradição”.
“A austeridade, enquanto princípio ou medidas ou políticas que tivemos de seguir, acabou, agora, naturalmente, que, depois de uma cura, tem de haver sempre responsabilidade”, afirmou.
De acordo com Paulo Rangel, “uma coisa é mantermos responsabilidade orçamental, isso com certeza que vamos manter, outra coisa é estarmos num período de ajustamento, que já não estaremos”.
Portanto, “não vale a pena disfarçar. Há uma diferença entre o antes da ‘troika’ e o período da ‘troika’ e, naturalmente, haverá uma diferença entre a ‘troika’ e o pós-troika e os portugueses já estão a sentir essa diferença”, sublinhou.

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Correio Alentejo

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