PS vota contra extinção da empresa Inovobeja

PS vota contra extinção

Os eleitos do PS na Assembleia Municipal de Beja votaram contra a dissolução da empresa municipal Inovobeja, aprovada pela maioria CDU esta segunda-feira, 30.
Na declaração de voto, os socialistas justificam o seu voto desfavorável com o facto de não ser garantida a transferência dos actuais trabalhadores da empresa para os quadros da Câmara de Beja, além de considerarem que a dissolução da empresa pelos motivos invocados pela autarquia não era necessária, uma vez que esta apenas obteve resultado negativo em 2013.
“A existência de projectos em curso no seio da Inovobeja que não foram concluídos e outros que foram deliberadamente abandonados por motivos nunca explicados”, a não definição de qual será ou serão as entidades a assumir as funções até agora desempenhadas pela empresa, “precisamente no ano em que se abre um novo e muito importante Quadro Comunitário de Apoio”, são os outros dois motivos invocados pelo PS para justificar a sua oposição à dissolução da empresa.
Os socialistas lembram ainda que “no passado recente, e numa situação em que, aí sim se exigia a extinção de uma empesa municipal, a Expobeja, a CDU votou repetidamente contra”.
“Agora que estamos na presença de uma empresa criada pelo último executivo da CDU para dar apoio e gerir projectos importantes na área do município. Uma empresa que se revelou uma mais-valia estratégica e até económica até 2012, inclusive, não deixa o PS de estranhar esta proposta de extinção sem que tenham sido salvaguardas previamente as quatro questões que nos levam a votar contra”, sublinha o PS na sua declaração de voto, garantindo que “se tivessem sido acautelados” os pressupostos dos motivos invocados “não teria qualquer problema em contribuir, com o seu voto, para aprovar a dissolução da Inovobeja”.
“Assim só podemos votar contra. Pensamos que se trata de uma dissolução leviana, mal
explicada e sem terem sido salvaguardados os mecanismos de transição de pessoas e de
conteúdos funcionais e organizativos que este momento exigia”, concluem os eleitos do PS.

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Correio Alentejo

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