PS faz balanço negativo do mandato da CDU em Beja

PS faz balanço negativo do

Os vereadores do Partido Socialista fazem um balanço muito negativo dos dois anos de mandato de João Rocha, eleito pela CDU, como presidente da Câmara Municipal de Beja.
“Não conhecemos ou nunca houve um programa propriamente dito do presente executivo municipal em permanência. Para além da estratégia partidária CDU, vivemos sujeitos a medidas sobretudo avulsas e a maior parte das vezes desconexas que vão sendo aplicadas aqui e ali, ao sabor da corrente e de alguns interesses”, argumenta o vereador José Velez.
De acordo com este responsável, “a actuação municipal não tem um verdadeiro enquadramento estratégico” e “não está em linha com um programa de médio prazo”, não sendo sequer possível descortinar “uma verdadeira visão para a cidade, para o concelho e para a região”.
“O agradar a determinados sectores da população, a qualquer custo, para garantir ou manter votos, mesmo que à custa do necessário desenvolvimento sustentável, do dinamismo social ou da inovação, tem sido a linha programática dominante. O resultado começa a ser, lamentavelmente, cada vez mais visível, com o Baixo Alentejo sem qualquer concelho com capacidade de liderança e Beja, a maior cidade e um dos concelhos potencialmente mais ricos, cada vez com menor peso humano, político e mais distante do desenvolvimento vizinho”, acrescenta o eleito socialista.
Numa análise mais concreta do que têm sido os dois anos de mandato de João Rocha em Beja, os vereadores do PS acusam o autarca comunista de ser “um presidente quase sempre ausente” e de liderar um executivo que “poucos ou nenhuns” compromissos assume.
Além do mais, critica os socialistas, ao longo destes dois anos Beja “tem perdido peso político, económico e social em toda a linha”, “não lidera qualquer processo de âmbito regional e tem uma liderança da CIMBAAL errática, apagada e sem estratégia”.
Na relação com a oposição, o PS acusa a CDU “quase ignorar” os eleitos socialistas, enquanto na relação com os cidadãos destaca o “desinvestimento” na programação do Pax Julia, o “não desagravamento” dos impostos municipais ou a “degradação” da qualidade na limpeza e higiene urbana.
E na relação com os agentes económicos o PS argumenta que não se conhece, por parte da CDU, um “plano estratégico de desenvolvimento económico, social ou cultural”.
Além de tudo isto, os vereadores do PS elencam ainda 22 projectos que não tiveram seguimento desde que a CDU assumiu o poder na Câmara de Beja, entre os quais o Estádio Flávio dos Santos, a requalificação dos Paços do Concelho, das piscinas descobertas e do Mercado Municipal ou o arranque da Fase 2 do Jardim Público.
“Um concelho que marca passo e que não se afirma como centralidade do Sul do país, é agora fruto de ideias soltas e desgarradas não se vislumbrando, para além do incontável número de excursões e das inúmeras festas promovidas ou patrocinadas pela Câmara de Beja, qualquer linha condutora que projecte Beja no panorama nacional, económica ou culturalmente”, concluem os vereadores do PS.

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Correio Alentejo

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