PS acusa Governo de desinvestir no Baixo Alentejo ao abandonar projectos “âncora”

PS acusa Governo de desinvestir no Baixo Alentejo ao abandonar projectos “âncora”

O PS acusou esta segunda-feira, 19, o Governo de desinvestir no Baixo Alentejo ao abandonar projectos "âncora", como a A26 e o aeroporto de Beja, alertando que a região levará "gerações a recuperar" o desinvestimento do executivo PSD/CDS-PP.
"Está a haver um total desinvestimento na região", disse o presidente da Federação do Baixo Alentejo do PS, Pedro do Carmo, em Beja, numa conferência de imprensa sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2013.
"Com os avanços e recuos que têm havido por parte do Governo, esperamos que haja, efectivamente, um recuo e que haja, nos próximos anos, um investimento muito grande, que é o que não tem sido feito", disse.
"Era tão simples e nem precisávamos de investimentos novos. Bastava rentabilizar e concluir" investimentos lançados e que foram "abandonados", frisou, referindo que o Baixo Alentejo levará "gerações a recuperar" o desinvestimento do Governo PSD/CDS-PP.
Segundo Pedro do Carmo, o Baixo Alentejo tem sido "ridicularizado na capital com esta nova política centralista do Governo", o qual afirma que a região tem investimentos "desnecessários", como o aeroporto de Beja, "que não serve para nada", e quer estradas, mas "não tem pessoas".
De acordo com o deputado socialista eleito por Beja, Luís Pita Ameixa, o desinvestimento no Baixo Alentejo é "mais grave, porque não está em causa o lançamento de novos investimentos", mas sim "concluir investimentos que estão já em fases avançadas", como a A26, o aeroporto de Beja e o Alqueva.
Trata-se de "âncoras" para o desenvolvimento da região, mas a "política desenvolvida pelo Governo tem sido no sentido de não valorizar a importância" dos projectos e de "pará-los", lamentou.
Segundo o deputado, o desinvestimento do Governo no Baixo Alentejo, que "foi desenvolvido no ano passado", "parece que vai continuar, através de concepções absolutamente erradas", as quais "não conseguem perceber a importância" para a região dos investimentos, que "já estavam programados, orçamentados e ao alcance das capacidades do Estado português".
No caso do Alqueva, o Governo, que "retirou verbas" destinadas ao projecto, diz que "há dinheiro" para concluir o empreendimento em 2015, mas "até agora, não foram lançados novos concursos e não há ainda a garantia de que o dinheiro exista", disse o deputado.
Segundo Luís Pita Ameixa, o OE para 2013 é "irreformável", porque "insiste nas mesmas medidas de austeridade, que já levaram ao deteriorar da situação económica, financeira e social do país".
Segundo Pedro do Carmo, o desinvestimento do Governo no Baixo Alentejo é "um abandono do interior com a conivência" dos eleitos do PSD no distrito de Beja, que "não estão a defender os interesses da região".
Confrontado pela Lusa, o presidente da Distrital de Beja do PSD, Mário Simões, disse que "não há uma ideia nova" na posição do PS do Baixo Alentejo, que continua a "omitir a sua responsabilidade nos crimes cometidos" na região, como o "despesismo e o desgoverno da A26".
Segundo o também deputado do PSD por Beja, trata-se de uma "estratégia" para "atacar o Governo e o PSD e tentar esconder a responsabilidade dos seis anos de governação do PS", que "atirou" o país para a actual situação.
"O convite que faço ao PS do Baixo Alentejo é se querem juntar-se a nós [PSD] no sentido de podermos avançar com processos que responsabilizem aqueles que deixaram o país e o Baixo Alentejo nesta situação", rematou.

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Correio Alentejo

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