Projecto "Vive na Boa" desenvolvido na EB 2,3 Dr. Brito Camacho, em Aljustrel

Projecto "Vive na Boa" desenvolvido na EB 2

É o retrato possível numa tarde de Verão: muito calor, uma esplanada com “boas vistas”, um prato de caracóis e uma enxurrada de “bejecas”.
Até aqui nada demais, não fosse o facto deste cenário ser relativamente comum entre jovens com menos de 16 anos, num acto que tem tanto de ilegal como de elevado risco para a saúde.
(Maus) hábitos e costumes que a Escola Básica (EB) 2,3 Dr. Manuel de Brito Camacho, em Aljustrel, tem vindo a “combater” desde o mês de Abril de 2010 com a dinamização do projecto “Vive na Boa – Promoção da Igualdade de Género e Estilos de Vida Saudáveis”.
“É muito importante que a escola esteja consciente da necessidade que existe de dotar os jovens de conhecimentos e prepará-los para a vida além dos conteúdos programáticos das diversas disciplinas”, explica ao “CA” o docente Mário Samúdio <b><i>[na foto]</i></b>, coordenador do projecto, que foi elaborado pela Humanus – Associação Humanidades, tem co-financiamento ao abrigo do Programa Operacional do Potencial Humano e em Aljustrel é promovido no âmbito do programa “Mexe-te”.
O projecto “Vive na Boa”, que tem como slogan “Vive na boa se não andas à toa!” e que depois da vila mineira também já chegou a Almodôvar e a Beja, consiste na realização de um jogo de computador ludo-didáctico durante as aulas de formação cívica, em que os alunos são divididos em dois grupos mistos.
Depois, cada grupo cria uma personagem (física e psicologicamente), que depois é “guiada” por uma série de perguntas sobre os comportamentos a seguir, por exemplo, num bar, num acampamento ou numa festa.
As questões giram sempre em torno das escolhas que cada jovem deve fazer no momento em matéria de igualdade de género, de alimentação saudável, de consumo (ou não) de drogas, álcool e tabaco, ou de manter uma sexualidade responsável, provocando entre os alunos “acesas e salutares discussões”.
“A intenção do jogo é, efectivamente, provocar a discussão entre os jovens no dia-a-dia. Ou seja, saber o que estes pensam, com que problemas se debatem, qual o seu papel na sociedade ou o que esta lhes proporciona”, vinca Mário Samúdio, que não poupa nos elogios ao jogo, que permite igualmente ao professor ter uma “ferramenta de trabalho” em que pode abordar alguns dos temas incluídos nos conteúdos programáticos das suas disciplinas “de forma diferente e lúdica”.

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Correio Alentejo

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